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    AVASSALADORAS

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Laura (Giovanna Antonelli) é uma bem-sucedida designer gráfica, bonita, simpática e inteligente, mas que não consegue ter sorte no amor. Há mais de um ano sem namorado, ela busca de todas as maneiras encontrar seu "príncipe encantado". Sem resultados. Suas melhores amigas também têm problemas neste setor: Betty (Paula Cohen) não é nem um pouco exigente quando o assunto é relacionamento e esconde dentro de si uma enorme fragilidade. Paula (Ingrid Guimarães) está grávida de um namorado de ocasião, com quem convive só por carência. E Tereza (Chris Nicklas) é a típica workaholic que não tem tempo para o amor. Entre elas, porém, um forte ponto em comum: o desejo por um relacionamento firme, estável e apaixonado. Uma utopia ou um sonho possível?

    Com a intenção de analisar os relacionamentos amorosos neste início de milênio, Avassaladoras busca inspiração nas comédias românticas independentes do cinema norte-americano. Assim como Próxima Parada: Wonderland, Amor aos Pedaços e outros do mesmo gênero, Avassaladoras também acontece num ambiente urbano, também desenvolve personagens bonitos, independentes e inseguros na faixa dos 30 anos e também busca um otimismo bem-humorado. Falha, porém, num item fundamental para este tipo de comédia: diálogos. Os filmes cômico-românticos de baixo orçamento têm no sarcasmo e na inteligência de seus diálogos seus maiores trunfos. O que infelizmente não acontece com o fraco texto de Avassaladoras. A direção de atores é satisfatória, Giovanna Antonelli demonstra graça, talento e competência para segurar o papel principal (quase não existe cena sem ela durante o filme), o tema tem potencial, a produção é simples, porém caprichada, mas a fragilidade do texto e dos diálogos compromete todo o resultado final.

    Pior: a alguns minutos do final, o roteiro começa a derrapar de maneira mais intensa. Os personagens perdem seus rumos, ficam sem destino, e o filme termina sem uma amarração convincente. Existe até um "final falso", em que uma cena é gratuitamente frisada, para depois prosseguir por mais alguns inexplicáveis minutos.

    Avassaladoras poderia ter passado por algum tipo de laboratório de roteiro para que estas falhas fossem consertadas antes mesmo do início das filmagens. Desperdiçou-se, assim, um bom elenco e uma razoável produção.

    Pelo menos, Avassaladoras mostra um amadurecimento da diretora Mara Mourão em relação ao seu trabalho anterior, a comédia Alô!?.

    30 de janeiro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br