Pôster Aves de Rapina

AVES DE RAPINA - ARLEQUINA E SUA EMANCIPAÇÃO FANTABULOSA

(Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn))

2020 , 108 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 06/02/2020

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Cathy Yan

    Equipe técnica

    Roteiro: Christina Hodson, Chuck Dixon, Greg Land, Jordan B. Gorfinkel

    Produção: Bryan Unkeless, Margot Robbie, Sue Kroll

    Fotografia: Matthew Libatique

    Estúdio: Clubhouse Pictures (II), DC Entertainment, Kroll, LuckyChap Entertainment

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Ali Wong, Charlene Amoia, Chris Messina, Dana Lee, Derek Wilson, Ella Jay Basco, Ewan McGregor, François Chau, Gerald Downey, Isabel Pakzad, Judy Kain, Jurnee Smollett-Bell, Margot Robbie, Mary Elizabeth Winstead, Matthew Willig, Michael Masini, Robert Catrini, Rosie Perez, Steven Williams

  • Crítica

    05/02/2020 17h50

    Por Daniel Reininger

    Aves De Rapina - Arlequina E Sua Emancipação Fantabulosa é caótico, com boas cenas de ação e personagens loucos, por isso é tão divertido. Construído a partir do sucesso da Arlequina em Esquadrão Suicida, o filme não se leva a sério e garante boas risadas, mas sempre com muita ação. Mesmo sem trazer nada novo realmente, afinal, o clima pop musical já vimos em Guardiões Da Galáxia e a quebra da quarta parede e violência em Deadpool, o longa mostra uma clara evolução da DC no cinema, determinada a variar tons e gêneros e muitas vezes rir de si mesmo.

    A representatividade e o empoderamento são os motores dessa história, que funciona graças a Margot Robbie, a diretora Cathy Yan e a escritora Christina Hodson, que conseguem nos mostrar uma Harley aprendendo o que é liberdade e em busca de seu espaço. É um retrato mais humano capaz de aproveitar bem o passado de Harleen Quinzel, seu doutorado em psiquiatria e inteligência. Esses elementos dão espaço não só para mostrá-la como estrategista, quando quer, mas também para a personagem analisar seus oponentes de forma engraçada.

    Enquanto Harley conta a história de sua emancipação, a narrativa apresenta as mulheres que inadvertidamente se envolvem em sua vida. O problema é que isso acaba complicando demais uma história bastante direta sobre diversas facções em busca de um diamante roubado. Com isso, a história começa a ficar cansativa em diversos momentos e o fato de nenhuma delas ser realmente aprofundada é um pouco decepcionante. No fim, o longa funciona pelo humor e ação, mas a história se torna descartável e esquecível.

    O vilão pelo menos é interessante. Teatral, Roman Sionis (também conhecido como Máscara Negra) se torna assustador pela presença do assassino Victor Zsasz (Chris Messina), seu braço direito. O desejo obsessivo de Victor agradar seu chefe e o narcisismo de Roman criam uma interessante dupla dinâmica do mal.

    Sem falar que Ewan Mcgregor está muito bem como Roman, um senhor do crime sádico incapaz de se importar com os outros. Esbanjando carisma, o personagem é inteligentemente mantido em xeque pela diretora, que sempre reforça o qual canalha ele é, evitando que o espectador goste dele. No fim, o antagonista tem mais espaço do que boa parte das Aves de Rapina, simplesmente por falta de tempo para apresentar todos da melhor forma possível.

    Não há dúvidas de que Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Renee Montoya (Rosie Perez) e Caçadora (Mary Elizabeth Winstead) foram perfeitamente escaladas. Elas funcionam bem quando estão na tela, destaque para a personagem de Winstead, que rouba a cena. Já Cassandra Cain (Ella Jay) não tem muito espaço pela forma como sua história é conduzida. O incômodo aqui é a falta tempo para desenvolvê-las de forma apropriada, apesar do ótimo trabalho das atrizes.

    O roteiro falha principalmente ao demorar demais para unir as Aves de Rapina e também por mostrar as garotas, muitas vezes, como inocentes demais, cometendo erros desnecessários, somente para a trama avançar. Embora a questão de representatividade esteja bem trabalhada, apesar de alguns tropeços, é a parte de empoderamento que fica devendo um pouco ao não mostrar essas mulheres tão fortes em situações variadas e não apenas socando homens. É legal, mas poderia ser melhor trabalhado.

    O filme compensa essa falha com os figurinos, cenários criativos e, especialmente, com as cenas de ação, repletas de lutas elaboradas. O longa lembra bastante John Wick e se afasta um pouco do combate padrão dos filmes de super-heróis. A violência come solta, com os personagens utilizando todo tipo de artimanha para vencer. Com acrobacias e movimentos de câmera bem coreografados, os golpes parecem bem realistas e doloridos.

    Aves De Rapina é animado, divertido e com sequências incríveis. Deixa claro que a Warner Bros. entendeu que personagens diferentes exigem filmes com tons diversos. Por ser focado demais na Arlequina e pouco nas Aves de Rapina, se torna uma vitrine para o talento de Margot Robbie, que mostra que entende essa personagem como ninguém. Apesar de algumas falhas e tropeços, o longa funciona e diverte. Certamente é mais um passo certo da DC que pode dar origem a uma série de derivados com personagens secundários, mas não menos cativantes. É mais um acerto do estúdio.



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