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    BANQUETE DO AMOR

    Por Da Redação
    09/05/2008

    Pense em um novelo de lã que se desenrola e é embrulhado novamente. É aquela coisa: algumas partes da linha se reencontram e outras se perdem para nunca mais se cruzarem naquele emaranhado de fios. Assim é a história romântica dirigida pelo premiado Robert Benton (Kramer vs. Kramer) Banquete do Amor.

    O romance, baseado no livro de mesmo nome escrito por Charles Baxter, tem pitadas de drama e comédia e começa no desapego entre marido e mulher, o comerciante Bradley Smith (Greg Kinnear) e a jovem atraente Kathryn (Selma Blair). Juntos há seis anos, o casamento já está desgastado quando a moça conhece Jenny (Stana Katic), com quem vive uma empolgante e inesquecível aventura amorosa homossexual. A relação, com direito a beijos ardentes, é o motivo que faltava para Kathryn abandonar Bradley. Enquanto casais se desfazem, outros aparecem inesperadamente. O filme acompanha os encontros e desencontros amorosos protagonizados por Bradley e os que estão à sua volta. A trama sempre mantém uma mensagem: nem os "feitos um para o outro" estão a salvo das traquinagens divinas.

    O problema é que tanto vaivém cansa um pouco. Robert Benton aproveita-se dessa interminável sucessão de equívocos e abusa das cenas que arrancam lágrimas à toa dos mais sensíveis. Seria o caso do espectador desistir não fosse o papel do maravilhoso Morgan Freeman, que segura o enredo. Ele e Jane Alexander vivem o casal da terceira idade Harry e Esther Stevenson e um amor marcado pela perda de um filho viciado em heroína. Freeman faz uma espécie de confidente, conselheiro e personagem onipresente, como se fosse a consciência de cada um dos pobres mortais atormentados e maravilhados pelas armadilhas do amor.

    Destaque para a fantástica cena de sexo protagonizada por Radha Mitchel e para a atuação de Greg Kinnear. Ele é um verdadeiro clown, conseguindo tocar o espectador e provocar risos e piedade ao mesmo tempo. No entanto, pouco aplauso para o desfecho, generoso demais com as escolhas feitas pelos personagens. Dá uma sensação de "e foram felizes para sempre", que, no mínimo, causa certo desconforto pelo inverossímil e improvável.

    Banquete do Amor é um filme para casais de todas as idades se derreterem e solteiros mais românticos reforçarem suas apostas nas relações amorosas.