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    BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

    Faltou ao filme a perfeição do longa anterior, melhor clareza dos fatos e um vilão à altura do herói<br />
    Por Roberto Guerra
    22/07/2012

    É fato que Christopher Nolan salvou a franquia Batman da mediocridade na qual os filmes do herói estavam mergulhados depois dos sofríveis Batman Eternamente e Batman & Robin. Tanto que os filmes sob o comando do diretor ganharam fama e a expectativa pelo terceiro capítulo da saga, iniciada com Batman Begins, era grande.

    Nolan parece ter levado a sério os comentários de que estaria finalizando um épico, pois somente isso pode explicar as exageradas 2h45 de projeção de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

    O problema é que a história não é tão grandiosa e monumental assim, apenas um filme de super-heróis. Estendê-la mais do que o necessário mostrou-se um erro, por mais que o final empolgante ajude a dirimir tal sensação.

    O Cavaleiro das Trevas Ressurge é grandioso, trata a iminência de uma catástrofe apocalíptica de modo interessante e há alguns bons momentos nele. No entanto, fica muito aquém do longa anterior e é nítido que o filme se ressente por não ter um vilão da intensidade do Coringa de Heath Ledger.

    Bane ao longo do filme mostra-se um vilão decepcionante, apenas um brutamontes, que parece promissor de início, mas revela-se apenas um leão de chácara com voz de Darth Vader. Para piorar a situação, a máscara de Hannibal Lecter que usa impede Tom Hardy de imprimir alguma personalidade ao personagem. Dá saudade do conflito cerebral entre Batman e Coringa, este sim um vilão genuinamente mal.

    Todos os elementos básicos de um filme de super-heróis estão na tela: Batman retorna do exílio, tem uma vitória inicial, seguido por uma esmagadora derrota e da perda de seus poderes e, em seguida, tem de renascer das cinzas e fazer alianças inesperadas para salvar Gotham City.

    Ainda assim não se trata de um filme divertido ou emocionante. O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um drama sério demais que faz uso de uma trilha sonora incidental retumbante para forçar o espectador a entrar nos sentimentos supostamente expressos nas imagens, mas que na verdade não estão lá na maioria das vezes.

    Não de pode negar que Nolan fez um filme ambicioso, que trafega nos limites do tolerável para um filme de super-herói. A análise do personagem e da sociedade que o produziu, proposta pelo diretor, faz qualquer produção do universo Marvel parecer boba e infantil. Mas ser pueril pode ser um problema tanto quanto se levar a sério demais.

    Faltou a O Cavaleiro das Trevas Ressurge a perfeição do filme anterior, melhor clareza dos fatos e um vilão à altura do herói. Mesmo diante desses problemas evidentes, Nolan conclui com dignidade uma aventura cinematográfica que, em suas mãos, ganhou inventividade, às vezes foi desconcertante e provocativa, outras fascinante, mas sempre criativa e de acordo com o universo obscuro do Homem-Morcego.