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    BEN-HUR

    Longa não acrescenta nada à antiga adaptação
    Por Iara Vasconcelos
    18/08/2016

    Remakes não são vistos com bons olhos, ainda mais quando Hollywood mexe com seus grandes clássicos. O diretor Timur Bekmambetov sentiu na pele as críticas quando anunciou a ousada empreitada de "recriar" a produção de 1959, ganhadora de 11 Oscars e lutou para calar a críticas, mas em vão.

    Apesar do cineasta argumentar que não se trata de um remake e sim de uma nova adaptação da obra de Lew Wallace, as diferenças entre as duas versões são bem poucas. Basicamente, o novo Ben-hur transforma a alegoria de vingança em uma história sobre perdão e redenção, deixando o filme ainda mais perto da categoria "bíblico" e praticamente acabando com seu impacto, mas é uma mudança pequena, e para piorar, para justificar a existência do remake.

    Na trama, o nobre Judah Ben-Hur (Jack Huston) e o romano Messala (Toby Kebbel) foram criados como irmãos, entretanto acabam seguindo caminhos diferentes. Messala se torna um centurião do exército romano e tenta conseguir apoio de sua família de criação em pró de Roma. Entretanto, ao perceber que Judah está mais inclinado a apoiar o povo judeu, ele usa de um mal-entendido para acusá-lo injustamente de traição e enviá-lo para ser escravizado nas galés dos romanos. Anos depois, o protagonista consegue escapar e jura vingança.

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    O novo Ben-Hur não consegue alcançar a magnitude do clássico de William Wyler. Com duração bem menor, as grandiosas cenas de batalha e os combates em slow motion – ingredientes de todo épico que se preze – ficam de lado, sendo compensadas pela cena na biga de cavalos, quase ao final do longa.

    Messala também não aparece como o antagonista que esperamos e em nenhum momento somos convencidos de que ele terá coragem de trair o irmão. Já o Ben-Hur de Jack Huston perdeu a característica de "machão" criada por Charlton Heston e se mostra mais carismático, mas também fica difícil ser convencido por sua jornada por vingança.

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    A participação de Rodrigo Santoro é curta, mas tocante. No papel de Jesus Cristo, ele dá o melhor de si na cena da crucificação, uma das mais emocionantes, entretanto sofre com o espaço limitado para desenvolver seu papel, o que não é culpa sua.

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    Os efeitos do novo Ben-Hur são de fato mais elaborados, entretanto sozinhos não conseguem segurar a trama apática. A verdade é que não havia necessidade de recriar uma produção desse porte e o novo filme não acrescenta nada à antiga adaptação.

    Para os que não assistiram ao Ben-Hur de William Wyler, a versão de Bekmambetov pode até trazer certa emoção e divertir. Mas para quem presenciou toda a intensidade do anterior, será impossível se impressionar. O remake de Ben-Hur é um drama mediano e um épico insosso, por mais que gostaríamos de ver algo tão impactante quando o original ser trazido para as novas gerações.