Pôster de Bicho de Sete Cabeças

BICHO DE SETE CABEÇAS

(Bicho de Sete Cabeças)

2000 , 74 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 22/06/2001

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Laís Bodanzky

    Equipe técnica

    Roteiro: Austregésilo Carrano, Luiz Bolognesi

    Produção: Fabiano Gullane, Luiz Bolognesi, Marco Mueller, Sara Silveira

    Fotografia: Hugo Kovensky

    Trilha Sonora: André Abujamra, Arnaldo Antunes

    Estúdio: Buriti Filmes, Dezenove Som e Imagem, Fabrica Cinema, Gullane

    Montador: Jacopo Quadri, Letizia Caudullo

    Distribuidora: RioFilme

    Elenco

    Altair Lima, Antônio de Andrade, Bicudo Júnior, Caco Ciocler, Cássia Kiss, Cláudia Juliana, Cláudio Carneiro, Dani Nefussi, Gero Camilo, Gustavo Machado, Jairo Mattos, Liliane Curi, Lineu Dias, Luis Miranda, Marcos Cesana, Othon Bastos, Rodrigo Santoro, Rogério Lucas, Talita Castro, Valéria Alencar

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de dirigir - em parceria com o marido Luís Bolognesi - o emocionante documentário Cine Mambembe, a cineasta Laís Bodanzky partiu para o seu primeiro longa-metragem de ficção: Bicho de Sete Cabeças. Uma estréia mais do que promissora.
    O filme levou praticamente todos os prêmios no Festival de Brasília e causou sensação no de Recife. Com méritos.

    Verdadeiro soco no estômago, a história fala de Neto (Rodrigo Santoro), um rapaz que assim como milhões de outros tem sérias dificuldades de se relacionar com seus pais (papéis de Othon Bastos e Cássia Kiss). Porém, o que poderia ser apenas um choque de gerações se transforma num drama de impensáveis proporções quando o intempestivo pai de Neto o interna num instituto para doentes mentais. É lá que o rapaz vai conhecer o verdadeiro inferno que é o sistema de "recuperação" adotado nos sanatórios brasileiros.

    Baseado em história real, Bicho de Sete Cabeças é uma grave denúncia contra a situação dos doentes mentais internados pelo País. Ao mesmo tempo, trata-se de uma obra cinematográfica vibrante, com ótimas interpretações (Rodrigo Santoro está impecável, desfazendo totalmente sua imagem de galã de novela) e linguagem moderna e dinâmica. A câmera nervosa e agitada de Laís Bodanzky praticamente atira o público no universo do personagem principal, incomoda, transgride e realiza um cinema sem concessões.

    O resultado é um filme inquietante, de preocupações muito mais artísticas e sociais que comerciais. Um trabalho diante do qual é impossível permanecer indiferente.

    18 de junho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br



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