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    BLADE 2 - O CAÇADOR DE VAMPIROS

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Depois de dirigir o bom terror espanhol A Espinha do Diabo, o cineasta mexicano Guillermo Del Toro recebeu o generoso orçamento de US$ 55 milhões para realizar Blade II, continuação de Blade, o Caçador de Vampiros, de 1998. O personagem foi criado por Marv Wolfman e Gene Colan, originalmente para as histórias em quadrinhos. Blade (Wesley Snipes, convincente) é um homem amargurado, condenado a viver com características metade humanas e metade vampirescas, após sua mãe, ainda grávida, ter sido mordida por um vampiro. Ao tomar conhecimento de sua maldição, ele passa a dedicar sua vida ao combate de toda a espécie de vampirismo. Neste segundo filme, Blade toma contato com os terríveis Reapers, vampiros mutantes muito mais fortes, resistentes e mortais que os comuns. Para combatê-los, ele praticamente ressuscita seu amigo Whistler (Kris Kristofferson), que - incrível! - não morreu no primeiro filme, como todos haviam pensado.

    O roteiro não é exatamente o ponto alto do filme, ainda que a trama tente traçar alguns paralelos interessantes entre o vampirismo e o consumo de drogas. O que realmente enche os olhos em Blade II é a sua direção de arte, assinada por Elinor Rose Galbraith e James Truesdale. Elinor costuma trabalhar com o polêmico diretor David Cronemberg, de quem certamente absorveu grandes doses de bizarrices e excentricidades. E Truesdale foi o diretor de arte de Vanilla Sky. O resultado é um visual rebuscado, às vezes barroco, às vezes gótico, com toques de ultramodernidade e momentos hi-tech que formam uma salada mista estilística, bem equilibrada e digna de nota. Quem procura aventura também não ficará decepcionado. Pelo contrário. Blade II traz longas cenas de ação incessante - bem dirigidas e bem montadas - que dão ao filme um ritmo alucinante. E para os adolescentes e pré-adolescentes, uma boa notícia: o filme é generoso em cenas nojentamente sanguinolentas.

    Os produtores ficaram satisfeitos: nas mãos de Del Toro, os US$ 55 milhões do investimento inicial foram transformados em US$ 81 só nas bilheterias norte-americanas, fora os bons resultados obtidos também no mercado europeu.

    18 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br