Pôster Bloodshot

BLOODSHOT

(Bloodshot)

2020 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 12/03/2020

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    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Dave Wilson

    Equipe técnica

    Roteiro: Bob Layton, Don Perlin, Eric Heisserer, Jeff Wadlow, Kevin VanHook

    Produção: Dinesh Shamdasani, Jason Kothari, Neal H. Moritz, Toby Jaffe

    Fotografia: Jacques Jouffret

    Trilha Sonora: Steve Jablonsky

    Estúdio: Bona Film Group, Columbia Pictures, Cross Creek Pictures, Sony Pictures Entertainment (SPE)

    Montador: Jim May

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Alex Anlos, Alex Hernandez, Clyde Berning, Eiza González, Guy Pearce, Jeremy Boado, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Lamorne Morris, Maarten Römer, Patrick Kerton, Ryan Kruger, Sam Heughan, Siddharth Dhananjay, Talulah Riley, Tamer Burjaq, Toby Kebbell, Tyrel Meyer, Vin Diesel

  • Crítica

    11/03/2020 17h02

    Por Daniel Reininger

    Estrelado por Vin Diesel (Velozes E Furiosos) e baseado numa das HQs mais interessantes da Valiant Comics, Bloodshot é um filme genérico de super-herói, capaz de garantir duas horas de diversão pipoca para quem está com saudades de uma boa pancadaria com o famoso ator nas telonas.

    Criado por Don Perlin (famoso por escrever Motoqueiro Fantasma nos anos 90), Kevin VanHook (cineasta e roteirista) e Bob Layton (famoso por escrever Homem de Ferro e Hércules na Marvel), Bloodshot é um ex-soldado que adquiriu poderes de regeneração após passar por experiências com nanotecnologia. O problema é que tais experiências foram contra a sua vontade e ele tem sua memória apagada inúmeras vezes.

    Quando finalmente percebe o que acontece com ele, se torna obcecado em descobrir sua origem e se vingar das pessoas que arruinaram sua vida. Vale destacar que além da sua regeneração impressionante, também adquiriu super força. Que é um poder padrão, porém sempre bem-vindo para super-heróis.

    O novato cineasta Dave Wilson, que trabalhou principalmente com videogames até então, mostra que sabe mesmo é construir histórias para os consoles, já que o longa mais parece um jogo, separado por fases e chefões a cada novo desafio.

    Não chega a ser desagradável, pelo contrário, a ação funciona bem e algumas cenas são bem criativas, só não é o bastante para tornar esse filme memorável. Em termos de roteiro, as reviravoltas são previsíveis e a narrativa tenta tirar sarros dos clichês dos quais abusa como forma de mostrar consciência sobre o assunto, mas só deixa claro o quão perdido o diretor estava. Uma coisa é você usar um ou dois clichês e tirar sarro deles, outra é basear o roteiro e narrativa neles e tentar fazer o mesmo.

    Como comentei acima, o visual do longa é interessante e as cenas de ação, em geral, funcionam. Uma luta dentro de um túnel é particularmente criativa. E as cenas de regeneração são grotescas e dão um toque inesperado (e bem-vindo) de horror. De resto, se multiplicam os clichês de combates contra malfeitores dentro de prédios, elevadores, laboratórios, casas fortificadas. Típicas locações e dinâmicas de filmes e games de ação.

    O fato de o protagonista não poder ser destruído acaba atrapalhando a narrativa, porque o maior obstáculo para o seu sucesso é ele mesmo. Então o longa se perde nessa premissa e, como resposta, abusa do espancamento gratuito de capangas e eventuais lutas contra "chefões" que raramente causam emoção.

    No fim, o longa diverte o suficiente para valer uma saída com amigos e algumas risadas, mas Bloodshoot não consegue se destacar nem como filme de super-herói, nem como longa de ação. Com muito potencial desperdiçado, fica a curiosidade para um segundo filme da franquia, o qual poderia realmente aprofundar a história de Ray Garrinson (Vin Diesel), seus companheiros e explorar melhor esse mundo onde a cyber tecnologia parece permitir histórias incríveis serem contadas num ambiente cyberpunk raramente visto no cinema. Fica a esperança para a sequência aprofundar as questões ignoradas nesse primeiro filme.



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