BONS COSTUMES

BONS COSTUMES

(Easy Virtue)

2008 , 97 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia: 09/10/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephan Elliott

    Equipe técnica

    Roteiro: Noel Coward, Sheridan Jobbins, Stephan Elliott

    Produção: Alexandra Ferguson-Derbyshire, Barnaby Thompson, James D. Stern, Joseph Abrams

    Fotografia: Martin Kenzie

    Trilha Sonora: Marius De Vries

    Estúdio: BBC Films, Ealing Studios, Endgame Entertainment, Fragile Films

    Montador: Sue Blainey

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Ben Barnes, Christian Brassington, Colin Firth, David Longstaff, Fizz, Georgie Glen, Jessica Biel, Joe Reid, Katherine Parkinson, Kimberley Nixon, Kris Marshall, Kristin Scott Thomas, Laurence Richardson, Maggie Hickey, Mike Archer, Oliver Reid, Rebel Penfold-Russell, Sheridan Jobbins, Stephan Elliott, Stewart Clarke

  • Crítica

    03/09/2009 11h52

    O diretor australiano Stephan Elliott (Priscilla - A Rainha do Deserto) conta que na adolescência era fã de Steven Spielberg; somente depois descobriu Alfred Hitchcock, influência confessa do diretor de E.T.. Apesar de achar o Bons Costumes original um Hitchcock menor, realizado por um artista com visão do mundo ainda em formação, revelou que o diretor de Psicose teve, sim, mas por outros motivos, uma influência enorme em Bons Costumes, seu mais recente trabalho, e, disparado, o melhor de sua carreira.

    Bons Costumes não é nenhuma maravilha, e chega a ser óbvio em alguns momentos. Mas é bem simpático e, de longe, o ápice da obra deste diretor, que já fez o bobocaPriscilla - A Rainha do Deserto e o constrangedor Bem-vindo a Woop Woop. A história gira em torno de um casamento precipitado entre uma americana (Jessica Biel, de Eu os Declaro Marido e... Larry) e um inglês (Ben Barnes, de As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian), após a Primeira Guerra Mundial. Quando ele vai apresentar a noiva, com planos de morar com ela na imensa mansão que a família possui no subúrbio londrino, a reação da matriarca interpretada brilhantemente por Kristin Scott-Thomas (Há Tanto Tempo que Te Amo) é a mais incômoda possível. Indiferença em alguns momentos, desprezo em outos, mas, acima de tudo, uma enorme diferença separa nora de sogra: o contraste entre duas culturas diferentes: a americana e a inglesa.

    O filme, baseado em famosa peça de Noel Coward, segue todo em clima de comédia leve, até que acontece um fato inusitado e drástico, mas também muito engraçado. Aí vira, por alguns minutos, uma comédia nervosa, com vários momentos hilários, mas que provocam um riso tenso, pois, afinal, pode haver implicações terríveis para a heroína, com a qual o espectador, a esta altura, já estará completamente identificado.

    Com inegável charme e rapidez nas gags, além de uma direção surpreendentemente estilosa, que lembra alguns momentos de Rainer Werner Fassbinder (O Casamento de Maria Braun) e Ingmar Bergman (Morangos Silvestres), Bons Costumes é visto com muito prazer, ainda que falte ao diretor Elliott um domínio maior da dramaturgia, o que, a julgar pelo incrível progresso em sua carreira, ele pode conseguir a curto prazo.



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