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    BUSCA IMPLACÁVEL

    Por Angélica Bito
    03/10/2008

    Dizer que Busca Implacável é pura violência gratuita não deve ser levado de forma positiva, talvez numa comparação no filme Violência Gratuita, dirigido por Michael Haneke e atualmente em cartaz no cinema. A violência que permeia o filme de Pierre Morel é aquela sem propósito algum, recuperada dos filmes de atores como Steve Segal, popular nos anos 80.

    Quem guia uma verdadeira matança pelas ruas de Paris é Byan (Liam Neeson), um ex-agente do governo norte-americano cuja filha adolescente, Kim (Maggie Grace), desaparece ao fazer uma viagem à Europa. Tudo indica que um grupo de criminosos albaneses infiltrados na sociedade francesa tenha seqüestrado a menina para um esquema de prostituição. Frente ao caso, Bryan não hesita e embarca à Europa a fim de deixar uma estrada (a marca é tão grande que deixa de ser trilha) de sangue por Paris na busca pela filha.

    É realmente notável como Liam Neeson - cuja carreira nunca foi voltada a filmes de ação - se sai bem na ação física durante o filme. Evidentemente, existe um dublê bastante ativo na jogada e isso é um dos pontos que tornam o filme raso. Bryan é uma mistura de Rambo - não à toa, um de seus amigos o chama deste personagem - com MacGyver (vivido por Richard Dean Anderson na série de TV homônima) e, claro, Dirty Harry, clássico inspetor vivido por Clint Eastwood no filme homônimo de 1971. Cheio de referências, pode ter sido feito como uma homenagem aos filmes de ação "para machos", populares principalmente a partir dos anos 70, mas um pouco em baixa atualmente. No entanto, a seqüência de tiros e assassinatos sem culpa nenhuma cometidos pelo protagonista só fazem o espectador bocejar de tédio, soltando uma risada ou outra nos diálogos risíveis proferidos pelo personagem.