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    CAÇADORES DE OBRAS-PRIMAS

    George Clooney tem dificuldade em achar tom do filme
    Por Roberto Guerra
    10/02/2014

    Como tantos quadros, afrescos e esculturas que hoje encantam turistas em museus e igrejas espalhados pela Europa sobreviveram à devastação da Segunda Guerra? Muitas delas foram salvas por um abnegado grupo de homens que ficou conhecido como os Monuments Men (título original do longa), soldados especialistas em artes que trabalharam na preservação e localização de obras-primas ameaçadas ou roubadas pelas tropas de Hitler.

    A história retratada no livro homônimo de Robert M. Edsel ganha as telas dirigida e protagonizada por George Clooney. Completam o elenco de estrelas Cate Blanchett, Jean Dujardin, John Goodman e Matt Damon. Apesar de ter o roteiro inspirado na história real descrita no livro, o longa reconta os acontecimentos através de personagens fictícios, o que permitiu a Clooney tomar algumas liberdades – e se perder nelas.

    Trata-se de é um filme anticlímax e a impressão que se tem é que Clooney não sabia muito bem que rumo tomar. Num primeiro momento o longa adota um tom divertido, acentuado pela trilha sonora de Alexandre Desplat - homenagem aos filmes de guerra do passado. Esse clima anedótico não se sustenta por muito tempo, já que em sua essência Caçadores de Obras-Primas é um drama.

    A alternância de tons não cai bem e isso prejudica o ritmo do filme, que segue lento, taxiando, taxiando, mas nunca decolando. Lá pelas tantas você começa a ter a sensação que deveria estar sentindo alguma coisa, compartilhando de certas emoções dos personagens, mas nota que não conseguiu desenvolver afeto maior pela história e seus protagonistas. Nenhum deles é interessante o suficiente para que nos preocupemos com seus destinos.

    Caçadores de Obras-Primas tem uma trama relativamente simples e um elenco de grandes nomes, mas Clooney parece ter encontrado grande dificuldade em fazer o trivial. Não bastasse a trama morna, a produção é pontuada pelos clichês mais batidos dos filmes de guerra. Quando em determinada cena um soldado diz ao outro: "Se não sobrevivermos, foi uma honra servir com você", vi que era caso perdido.