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    CAÇADOS

    Por Angélica Bito
    13/04/2007

    A savana africana atrai não somente pesquisadores e documentaristas, mas também turistas endinheirados interessados na vida selvagem. Essa ambientação é também um mote interessante para o cinema não somente documental, mas também o de terror, como tenta mostrar Caçados. A idéia é original em meio a tanta mesmice no gênero, mas é mal desenvolvida e resulta num suspense tão sem graça quanto aqueles que costumam ser exibidos sábado à noite na TV aberta.

    Amy (Bridget Moynahan) e Tom (Peter Weller, marcado eternamente na história do cinema por ter vestido a armadura de Robocop nos filmes da série) são recém-casados e viajam com os filhos do primeiro casamento dele, a adolescente Jessica (Carly Schroeder) e o pequeno David (Conner Dowds), para a África do Sul. O pai, engenheiro, está no país para fiscalizar a construção de uma represa, enquanto as crianças e a jovem esposa pretendem participar de um safári na região. No entanto, quando o trio parte para o passeio, um desvio imprudente fora da estrada principal faz com que tomem contato maior do que gostariam com os animais selvagens da região. Sob a mira de uma dupla de leões famintos e sem a ajuda do guia que os levou até o meio da savana, eles tentam sobreviver. Enquanto isso, Tom busca ajuda quando percebe o desaparecimento de sua família.

    Dirigido pelo cineasta sul-africano Darrell Roodt (produtor de Diamante de Sangue e diretor do drama indicado ao Oscar Yesterday), o filme traz belas imagens da vida selvagem e das paisagens que compõem a savana africana. Nada que documentários já não tenham mostrado. Quando Caçados foca no suspense e na situação de tensão na qual se encontram os frágeis protagonistas, escorrega feio. O argumento é original e tinha tudo para resultar num suspense interessante, caso fosse bem trabalhado, mas não é este o caso. As fracas atuações, aliadas ao roteiro previsível, calcados em clichês do gênero, resultam num suspense que mais faz com que o espectador tenha vontade de rir do que de se segurar na cadeira por conta da tensão. E, quando ele pensa que não há como esperar o pior, a conclusão de Caçados consegue ser a mais óbvia possível, dando até um gancho para uma possível continuação.