cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    CADA UM NA SUA CASA

    Animação cumpre seu papel como diversão familiar
    Por Daniel Reininger
    06/04/2015

    Cada Um Na Sua Casa é divertido, colorido e chega num momento de transição para a Dreamworks, a qual procura reaver a criatividade de alguns anos atrás enquanto procura estilo próprio capaz de agradar a crianças e adultos consumidores de animações. Por isso, o filme pode não ser a melhor obra do estúdio, porém, é um positivo sinal de que eles estão tentando sair da mesmice que assolou o mercado de animação nos últimos anos.

    Na trama, uma raça de alienígenas fofinhos chamados Boov invade a Terra para se esconder de seus inimigos. A invasão é curiosa, com humanos sendo sugados por grandes aspiradores e realocados para a Austrália. Na nova casa, um alien que só quer fazer o máximo de amigos possíveis chamado Oh (Jim Parsons) é considerado um criminoso devido às suas constantes trapalhadas, como avisar aos inimigos onde sua raça está morando e, na fuga, encontra uma menina humana chamada Tip (Rihanna), que procura sua mãe desde a invasão.

    Os dois embarcam em uma aventura intergaláctica e precisam aprender a confiar um no outro, e é a relação deles que faz o longa ter grande carisma. Sim, os visuais são belos e as cenas de ação funcionam, mas a interação dos protagonistas que faz a trama sair do lugar comum. Mesmo assim, a produção ainda se assemelha demais a Lilo & Stitch, porém, com mais chances para risadas.

    A narrativa simples segue o formato de road movie e, apesar dos clichês e piadas fáceis para crianças, esconde algumas interessantes surpresas no caminho. Apesar disso, o longa não consegue ser imprevisível, afinal nunca vai além quando poderia e, embora deva agradar também aos pais, não chega a ser tão cativante quanto Como Treinar O Seu Dragão 2 ou Operação Big Hero, para citar alguns longas mais recentes.

    Talvez o grande problema da produção sejam os Boovs que, quando são foco da narrativa, incomodam ao ponto de transformar em algo chato e exagerado os mesmos elementos que fazem de Oh um personagem interessante, como sua fala errada e seu jeito esquisito. Sorte que esses momentos não são tão frequentes quanto seria possível, afinal Tip e Oh são as estrelas.

    É claro que a mensagem positiva para crianças e as já esperadas lições de moral estão presentes, assim como os momentos feitos para emocionar, mesmo que seja preciso forçar a barra para isso - fatores dos quais não vejo as animações abrindo mão tão cedo.