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    CAIXA DOIS

    Por Livia Brasil
    06/04/2007

    Este longa-metragem é adaptação da peça homônima de Juca de Oliveira que levou mais de um milhão de espectadores ao teatro, resultando em mais de seis anos em cartaz e sucesso entre os críticos, desde sua estréia em 1997. Seguindo a onda das comédias nacionais como A Grande Família e Se Eu Fosse Você, que estão lotando as salas de cinema, o cineasta Bruno Barreto tem todas as cartas na mão para alcançar as glórias conquistadas pela versão teatral. Porém, com muito mais conteúdo que as opções anteriores, mesmo tendo transformado o brilhante texto de Caixa Dois em um filme singelo e despretensioso.

    O enredo conta a história do poderoso banqueiro Luiz Fernando (Fúlvio Stefanini) que, com a ajuda de seu assistente Romero (Cássio Gabus Mendes), consegue R$ 50 milhões numa transação de investimentos em precatórios. Mas, para poder colocar a mão nessa bolada, ele precisa de um "laranja". A escolhida é Ângela (Giovanna Antonelli), a secretária sensual e dedicada por quem tem uma queda. Tudo dá errado quando Romero deposita erroneamente o dinheiro na conta de Lina (Zezé Polessa), mãe do namorado de Ângela e esposa de Roberto (Daniel Dantas), um funcionário exemplar do banco que acaba de ser injustamente demitido.

    Entre encontros e desencontros, o roteiro se desenrola repleto de críticas sociais, mas de uma forma irônica, satirizando uma situação de contravenção descarada e característica de nosso país. Uma maneira engraçada de expor nossos gananciosos problemas morais, mostrando que praticamente todos são corruptíveis quando o assunto é muito dinheiro. O elenco de Caixa Dois demonstra um entrosamento singular, no qual todos caminham para a mesma direção. Isso possibilita que os diálogos pontuados por um atrevido humor fluam de maneira natural e envolvente. O destaque fica por conta da veterana Zezé Polessa (Gaijin - Ama-me como Sou), que desponta com ar jocoso diferenciado e carismático.

    Com cenários simples, as externas foram deixadas de lado, dando atenção maior à fotografia, dominada por cores fortes e vivas. Tecnicamente, Caixa Dois não deve nada para produções internacionais, mesmo porque o cineasta Bruno Barreto é reconhecido mundialmente, principalmente após ter dirigido Gwyneth Paltrow em Voando Alto (2002).