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    CAMINHANDO COM DINOSSAUROS

    Animação se perde em diferentes propostas narrativas
    Por Roberto Guerra
    13/01/2014

    Os realizadores desta animação sobre dinossauros parecem que não chegaram a um acordo sobre que tipo de filme queriam fazer. Isso faz de Caminhando com Dinossauros uma colcha de retalhos mal costurada. O longa quis ser didático como um documentário e ao mesmo tempo emocionar com uma história de superação vivida por um filhote de dino falante. O roteiro não faz mistura bem azeitada das intenções e o filme acaba por ser uma grande bagunça.

    Caminhando com Dinossauros faz uma viagem ao período cretáceo e exibe dinossauros criados por computação gráfica inseridos em paisagens reais. A narração, logo de início, fala de padrões migratórios e faz observações comportamentais de diferentes espécies como num destes documentários que vemos na TV a cabo. Antes disso, porém, o filme tem breve e desnecessária abertura nos dias de hoje.

    Um paleontólogo está levando o casal de sobrinhos para um local de escavação. A menina é fascinada pelos dinos, já o rapaz não mostra grande interesse. O pesquisador está indo atrás de encontrar os restos fossilizados de um animal cujo o dente já está de posse. O sobrinho fica para trás e encontra um corvo falante que se transforma em uma ave pré-histórica que começa a contar a história de como esse dente se separou de seu antigo proprietário.

    Os personagens humanos então dizem adeus ao filme e só voltam a aparecer no final. A sensação que fica é que eram totalmente dispensáveis à trama. Da narrativa em tom documental, Caminhado com Dinossauros passa a contar a história de Patchi, um filhote de paquirrinossauro que nasceu o menor de sua ninhada. Ele vai passar por uma série de aventuras e dificuldades ao longo da trama para conquistar seu espaço no mundo e uma dinossaurazinha por quem se apaixona.

    Daí em diante as pretensões didáticas do filme são abandonadas. Para piorar, Caminhando com Dinossauros, sabe-se lá porque, exibe animais falantes que não movem a boca para formar as palavras que pronunciam. Algo muito estranho para uma produção que faz uso da tecnologia 3D e cujos efeitos visuais fazem um bom trabalho ao misturar as criaturas geradas por computador com terreno real.

    Com Caminhando com Dinossauros já concentrado nas desventuras do jovem e corajoso Patchi, de tempos em tempos ocorre uma parada brusca na história para dar informações técnicas sobre as espécies mostradas. Resquícios da pegada documental que vimos no início. Fica claro o choque entre duas versões de roteiro que os realizadores não conseguiram mesclar. Só mesmo para crianças de pouca idade os problemas de narrativa passarão despercebidos.