Caminhos da Floresta

CAMINHOS DA FLORESTA

(INTO THE WOODS)

2014 , 124 MIN.

12 anos

Gênero: Musical

Estréia: 29/01/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Marshall

    Equipe técnica

    Roteiro: James Lapine

    Produção: Callum McDougall, John DeLuca, Marc Platt, Rob Marshall

    Fotografia: Dion Beebe

    Estúdio: Walt Disney Pictures

    Montador: Wyatt Smith

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Anna Kendrick, Annette Crosbie, Ashley Martin, Barrie Martin, Billy Magnussen, Chris Pine, Christine Baranski, Daniel Huttlestone, Emily Blunt, Frances de la Tour, Gioacchino Jim Cuffaro, James Corden, Joanna Riding, Johnny Depp, Lilla Crawford, Lucy Punch, Mackenzie Mauzy, Meryl Streep, Richard Glover, Simon Russell Beale, Tammy Blanchard, Tracey Ullman

  • Crítica

    29/01/2015 09h21

    Baseado no aclamado musical da Broadway, Caminhos Da Floresta mistura diversos contos de fadas em uma só história. Apesar de não ser nada inovador, especialmente depois de Shrek (2001) fazer o mesmo de forma mais bem humorada, o longa de Rob Marshall é boa opção por ser atual e engraçado.

    O destaque aqui não é apenas o olhar mais moderno de contos como Cinderela, algo recorrente no cinema nos últimos anos, mas também pelo grande elenco que reúne, como Meryl Streep (bruxa má), Emily Blunt (esposa do padeiro), Johnny Depp (Lobo), Anna Kendrick (Cinderela), Chris Pine (Príncipe Encantado) e Billy Magnussen (Príncipe da Rapunzel).

    Meryl - indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante – mostra todo o seu carisma e talento até mesmo na pele da bruxa má, que joga uma maldição para impedir um padeiro e sua esposa de terem filhos. Não que esse trabalho justifique sua 19ª indicação ao prêmio da Academia, mas sua participação é um dos destaques do longa, principalmente por apresentar diferentes nuances de sua personagem e não ficar apenas preocupada em transmitir a maldade pura e simples.

    Emily Blunt é outra atriz que se destaca e merece reconhecimento. Enquanto Streep foca nos elementos de assombração de uma anciã rancorosa e maldosa, a jovem inglesa faz um contraponto com a ternura de uma otimista, além de se destacar nos momentos dos números musicais, com uma voz bela, afinada e emotiva.

    Depp, surge a lá Jack Sparrow como um animal cruel em apenas duas cenas e não faz muito além do que já é esperado dele. Apesar da falta de criatividade em sua interpretação do lobo mau, o ator mantém uma atuação caricata e cômica, o que diverte e arranca fortes risos, especialmente das crianças.

    Com uma direção sólida, Marshall se preocupa mais em dar ritmo a sua narrativa e construir os personagens do que criar grandes coreografias musicais. E isso é ótimo, pois deixa a história menos cansativa e passa mais credibilidade, por mais estranho que isso possa parecer, ao que ocorre na tela.

    É claro que o longa apresenta algumas falhas e seu principal problema é o fraco roteiro. James Lapine deixa diversas questões sem resposta, questões que se tornam bolas de neve e causam confusões dentro da trama. Não só deixam o espectador cheio de dúvidas, como empobrecem a boa premissa.

    Outra questão que pode incomodar muita gente é o fato do filme ser praticamente todo cantado. Se essa estratégia funciona bem no teatro, onde você tem um contato mais direto com que está acontecendo, na tela não cai tão bem, embora musicais, como Os Miseráveis, tenham encantado o público recentemente.

    A questão aqui é que a falta de diálogos falados faz com que o ritmo do longa seja quebrado bruscamente, o que cansa e dispersa o espectador. Sem mencionar que, para as duas horas de cantoria que o longa exige, os atores precisam ter experiência com musicais, além de uma voz potente e, acima de tudo afinada e isso nem sempre acontece. A verdade é que o esforço de todos em atingir as notas certas e para que tudo faça sentido é admirável, mas a falta de experiência de alguns com longas desse gênero fazem com que escorreguem em alguns momentos. Nada que comprometa a diversão da história, mas certamente isso será notado por alguém mais entendido do assunto.

    No final das contas, Caminhos da Floresta é divertido e justifica, sim, o preço do ingresso. Apesar de não conseguir fugir dos estereótipos da Disney, sempre com lições de morais batidas sobre a imperfeição da vida real, coisa que já cansamos de ver em produções cinematográficas, o filme consegue alternar passagens de tensão e risadas com facilidade e, em alguns momentos, é curiosamente original.



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