cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    CAPITÃO AMÉRICA: O SOLDADO INVERNAL

    Cheio de espionagem, aventura e ação, longa surpreende
    Por Daniel Reininger
    08/04/2014

    O nono filme do universo cinematográfico da Marvel, Capitão América: O Soldado Invernal, é o melhor longa individual do estúdio e uma das mais completas produções de super-heróis de todos os tempos. Com elementos de thrillers de espionagem, aventura e ação, a produção acerta em diversos aspectos e mostra o que de melhor os quadrinhos têm a oferecer ao cinema.

    A sequência deixa de lado o tom leve do primeiro por algo mais sério: um thriller sobre conspiração repleto de paranoia. Como consequência, a comédia tem menos destaque em relação a outros do estúdio, embora ainda esteja presente. A trama é bastante simples: Capitão América (Chris Evans) e Viúva Negra (Scarlett Johansson) se envolvem em uma missão responsável por expor segredos da S.H.I.E.L.D. Sem saber em quem confiar, eles enfrentam uma ameaça oculta capaz de destruir tudo pelo que lutaram.

    Mesmo nos quadrinhos, o Capitão sempre esteve mais próximo da realidade. No primeiro filme, lutava contra nazistas. Na sequência, temas polêmicos atuais como bombardeios com Drones, espionagem ilegal feita pela NSA e Wikileaks fazem parte do inteligente roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely. O texto não trata o espectador como estúpido e logo fica claro: nenhum dos lados dessa guerra secreta joga limpo. O único "mocinho" é Steve Rogers com seus ideais de liberdade pré-Segunda Guerra Mundial – clichê, mas compreensível para o gênero.

    Por sinal, Chris Evans está mais à vontade como Capitão e consegue transparecer a melancolia do personagem, o qual passou a entender melhor seu lugar no mundo, mas ainda não deixou o passado de lado. Ele é um homem fora de seu tempo e as consequências disso são aprofundadas em Soldado Invernal. O protagonista não é o único bem desenvolvido, Anthony Mackie está ótimo como Falcão, apesar de basicamente servir como pau-mandado do herói

    A maior novidade no elenco é Robert Redford como Alexander Pierce. Ele não tem apenas uma participação especial como se pensava; na verdade, vive um personagem muito importante para a trama. O ator se entrega ao papel e entende a intenção dos diretores Anthony e Joe Russo. A cada linha de diálogo, ajuda a recriar o clima de filmes de espionagem dos anos 70.

    Outro ponto importante está no vilão. O Soldado Invernal é poderoso, cruel e assombrado por um passado terrível. O ator Sebastian Stan mostra habilidade para transformar o rapaz que era o modelo de conduta para o Capitão (no primeiro longa) no único homem capaz de matá-lo (no segundo). Diferente de Loki (Tom Hiddleston), sempre ótimo a cada fala, o oponente deste filme não tem diálogos, mas ainda assim é imponente na tela e consegue expor conflitos internos muito bem.

    Com material complexo nas mãos, os cineastas, mais conhecidos por trabalhos em comédias para TV, criam ótimas cenas de ação e tiram proveito de cada elemento para deixar o longa bastante divertido, mesmo quando o enredo fica confuso em determinados momentos.

    O final explosivo e típico do gênero super-herói estraga um pouco o clima de espionagem, assim como o retorno improvável de um personagem que todos poderiam passar sem; mas são problemas pequenos para um filme que não é simplesmente a continuação de Capitão América ou Vingadores, mas uma obra que eleva todas as apostas do estúdio.

    Individualmente, é o longa que melhor amplia o universo Marvel e tem relações com praticamente tudo lançado até aqui. E o mais importante: as repercussões dos acontecimentos vão influenciar toda a franquia, inclusive a série de TV Agents of S.H.I.E.L.D., e só devem ser completamente compreendidas em 2015, com a estreia de A Era De Ultron.

    + Veja a entrevista com Sebastian Stan, o Soldado Invernal

    + Conheça 13 curiosidades de filmes dos personagens Marvel