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    CARROS 2

    Sequência fica aquém do original, mas ainda assim consegue divertir público infantil<br />
    Por Roberto Guerra
    22/06/2011

    Quando lançado em 2006, a animação Carros conquistou espectadores do mundo inteiro com um enredo de fundo moral compreensível às crianças protagonizado por uma variedade de carros personificados. A boa sacada da Disney/Pixar ganha agora uma continuação que, se não pode ser considerada melhor que o original, tampouco deve decepcionar os fãs dos carrinhos de parabrisas animados.

    Tecnicamente Carros 2 é irrepreensível. A qualidade das imagens, o tratamento das cores e a realidade maravilhosamente detalhada criada por John Lasseter e os ases da Pixar continua inquestionável e de encher os olhos. Os ambientes possuem detalhes surpreendentemente ricos em sua textura, luz e sombra. É impossível não se encantar com a complexidade e beleza dos cenários.

    A história, no entanto, perde o lado emocional e a boa cadência do primeiro filme para embarcar numa trama de ação e espionagem ao melhor estilo James Bond. O viés moral - que desta vez trata do valor da amizade - em Carros 2 é apenas pano de fundo para um enredo rico em sequências de ação com direito a tiroteio, mísseis, perseguições e explosões.

    O espectador volta a Radiator Springs para rever Relâmpago McQueen e seus amigos alguns anos depois da primeira aventura. McQueen é agora um campeão das Copas Pistão e é convidado a participar de um campeonato mundial em prol da utilização de um novo combustível não-poluente. Para acompanhá-lo, decide levar seu amigo Mate, o guincho caipira e ingênuo do primeiro filme da franquia. Porém, durante os eventos anteriores à primeira corrida, Mate é confundido pela inteligência britânica e um grupo malfeitores com um agente secreto americano – tudo isso sem ter a real percepção da confusão na qual se meteu.

    A história envolvendo o óleo biodegradável e uma trama de espionagem internacional com direito a vilões dignos de um filme de 007, agentes secretos e muitas reviravoltas talvez seja um pouco complicada para os pequenos, mas o roteiro inteligente compensa ao apostar na conhecida fórmula de destacar um personagem coadjuvante e carismático colocando-o responsável pelo humor e carga dramática da história. É o que acontece com o carro-guincho Mate, grande destaque da animação e responsável por seus melhores momentos. Relâmpago McQueen, desta vez, é apenas um coadjuvante.

    Carros 2 fica aquém de seu original, mas está longe de ser daquele tipo tradicional de sequência sem razão de existir. Mesmo um pouco abaixo do padrão Pixar, que sempre primou por enredos bem elaborados, é uma boa dica de diversão para a garotada.