Pôster de Cemitério Maldito

CEMITÉRIO MALDITO

(Pet Sematary)

2019 , 101 MIN.

16 anos

Gênero: Terror

Estréia: 09/05/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dennis Widmyer, Kevin Kölsch

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Buhler

    Produção: Lorenzo di Bonaventura, Mark Vahradian, Steven Schneider

    Fotografia: Laurie Rose

    Trilha Sonora: Christopher Young

    Estúdio: Alphaville Films, Di Bonaventura Pictures, Paramount Pictures, Room 101

    Montador: Sarah Broshar

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alison O'Donnell, Alyssa Brooke Levine, Amy Seimetz, Frank Schorpion, Hugo Lavoie, Jason Clarke, Jeté Laurence, John Lithgow, Kelly Lee, Linda E. Smith, Lucas Lavoie, Maria Herrera, Naomi Frenette, Nina Lauren, Obssa Ahmed, Raphaël Laporte, Simon Pelletier-Gilbert, Sonia Maria Chirila, Suzi Stingl

  • Crítica

    10/05/2019 17h33

    Por Thamires Viana

    Remakes sempre geram algumas incertezas no público, principalmente quando o filme original é considerável intocável. Quando anunciado, Cemitério Maldito causou um buzz de críticos e cinéfilos que se questionaram se seria mesmo necessário uma nova adaptação do romance de Stephen King nos cinemas. O clássico de 1989 dirigido por Mary Lambert ganhou uma nova roupagem e esta, ao contrário do que se pensa, é tão impactante e pertubadora quanto à antecessora.

    A trama continua quase a mesma, mas ainda traz a família Creed enfrentando uma série de acontecimentos bizarros depois que Church, o gato de estimação, é morto em um atropelamento e enterrado em um antigo cemitério localizado próximo à casa que residem. O pai Louis Creed (Jason Clarke), a mãe Rachel (Amy Seimetz) e os filhos Ellie (Jeté Laurence) e Gage (vivido pelos gêmeos Hugo e Lucas Lavoie) passam por uma série de eventos relacionados à maldição do local.

    Quaisquer que sejam seus sentimentos em relação ao filme original, é importante ressaltar que este novo filme é capaz de causar um forte impacto, principalmente em uma década onde raros filmes de terror se destacam pra valer. O remake vem marcado por atuações fortes, boa direção, roteiro inteligente e é capaz de causar um verdadeiro pavor! Na medida em que sua trama avança, percebemos que foi possível, pela segunda vez, desmembrar o lado mais sombrio e perturbador da mente de King.

    Dr. Creed é agora um homem descrente e mais egoísta quando crê que pode assumir o controle de todas as coisas ao seu redor. Sem pensar nas consequências dos atos e nem mesmo levar em consideração os avisos de Jud, seu vizinho e amigo interpretado pelo ator John Lithgow, suas atitudes baseadas do desespero de um pai também mostram um homem cheio de traumas e arrependimentos, e aqui, Clarke desempenha seu papel com maestria.  

    O mesmo está em Rachel, papel de Seimetz. A mãe é perseguida por memórias assombrosas de um trágico acidente ocorrido com sua irmã mais velha e seus traumas impactam diretamente na forma como ela encara os novos acontecimentos ao lado do marido e dos filhos. As cenas em que aparece estão bem mais focadas no passado da personagem, e embora ela esteja no núcleo principal da trama, Rachel parece distante dos eventos atuais.

    Ellie, que é a criança que retorna para promover o caos, mostra talento de veterana como a morta-viva. O terceiro ato do filme é entregue à pequena de maneira única e ela rouba para si todos os gritos dos espectadores. Desde sua caracterização até a forma de andar mostram que Laurence tem um caminho brilhante pela frente na atuação. O pequeno Gage não é mais o centro da história como no primeiro filme, mas a semelhança dos gêmeos com o ator Miko Hughes, que interpretou o papel na primeira versão, cria uma certa ligação entre as crianças das duas produções.   

    A direção está nas mãos da dupla Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, que anteriormente assumiram o comando de dois outros filmes do gênero: Starry Eyes e Hollydays, e em Cemitério Maldito não decepcionam. Na nova versão, há algumas mudanças no enredo, como qual criança morre (isso já mostrado no trailer) e o desfecho da trama. No entanto, parto do princípio de que seguir exatamente cada passo de seu anterior tiraria a personalidade do filme lançado 30 anos depois.     

    É nisso que Cemitério Maldito acerta em cheio. Ainda que chegue aos cinemas dividindo opiniões, ele apresenta uma roupagem atual e moderna a uma das histórias mais sinistras de King e faz isso sem usar o copia e cola. Assim como It: A Coisa, suas mudanças não representam um desrespeito ao original, mas sim a criação de uma identidade única para introduzir a nova geração ao universo dos anos 80 que marcou, e muito, o gênero do terror.  



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