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    O CHAMADO 3

    Filme traz novos elementos, mas se recusa a desapegar de clichês
    Por Iara Vasconcelos
    02/02/2017

    Desde que Hollywood descobriu a potência do cinema de terror asiático, conseguiu transformar as adaptações para o mercado americano em uma verdadeira mina de ouro com produções como O Grito, Espíritos e, claro, O Chamado alcançando números surpreendentes de bilheteria.

    Baseado no japonês Ringu, O Chamado caiu no gosto popular e transformou a garotinha Samara em ícone da cultura pop. Após faturar US$ 249 milhões mundialmente, o filme ganhou status de clássico e logo uma sequência foi programada, mas o sucesso de crítica e bilheteria não se repetiu.

    Em mais uma tentativa de reviver a franquia, O Chamado 3 propõe uma trama com novos elementos e que envolve a era digital em que vivemos. Entretanto, a sequência se recusa a desapegar de velhos clichês.

    Na história, Holt (Alex Roe) está de mudança após passar na faculdade. Entretanto, ele deixará para trás a sua namorada Julia (Matilda Lutz), por quem é completamente apaixonado. Durante as aulas, ele se aproxima de um professor e acaba se envolvendo em um projeto de pesquisa sobre o famoso vídeo de Samara.

    Holy acaba assistindo o vídeo e recebendo a ligação revelando que ele morrerá em sete dias, entretanto ele pode se salvar se fizer uma cópia das imagens e conseguir outra pessoa para assisti-las.

    Júlia acaba se sacrificando para salvar o amado, mas logo descobre que o intuito de Samara não é apenas matá-la. É aí que entra uma das novidades do filme: Um novo vídeo surge, com imagens totalmente diferentes do primeiro e que pode indicar o paradeiro do corpo da garota. Nesse meio tempo, uma outra personagem relacionada à Samara é apresentada.

    O diretor F. Javier Gutiérrez optou por abrir mão de alguns elementos tradicionais para adicionar mais modernidade à história. Diferente do que acontecia nos outros filmes, dessa vez a fita cassete não é passada de mão em mão, mas sim compartilhada através de pen-drives e dispositivos móveis, fazendo com que a maldição se alastre mais ainda e com mais facilidade.

    O filme brinca um pouco com o "voyeurismo" digital e com a curiosidade com que abrimos e compartilhamos links sem nos importarmos com os conteúdos ou com a repercussão que isso pode causar.

    Mesmo com essa guinada progressiva, o cineasta ainda se prende aos velhos chavões do terror, investindo pesado nos efeitos sonoros e trilha, mas entregando sustos inofensivos e sequências totalmente previsíveis. Quando um personagem abre uma porta, já sabemos que algo estará lá.

    Outra baixa no filme é que a pesquisa realizada pelo professor é pouco explorada na trama e nos deixa cheios de perguntas não respondidas. Entretanto, o desfecho do terceiro filme indica que uma sequência deve acontecer para esclarecer esses questionamentos.

    A franquia O Chamado já tem uma bilheteria cativa dos fãs da franquia, isso é fato. Mas se você espera uma trama que saia do lugar comum, ou uma sequência que faz jus aos outros filmes, como foi o caso de Invocação Do Mal 2, pode sair desapontado.