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    CHEF

    Food film otimista revela o prazer de cozinhar
    Por Gustavo Assumpção
    14/08/2014

    Um dos personagens principais de Ratatouille, animação Pixar vencedora do Oscar em 2008, dizia que cozinhar era algo para mentes criativas e corações fortes. Talvez esse seja exatamente o caso de Carl Casper, protagonista de Chef, uma daquelas comédias simpáticas que não fazem mal algum.

    Estrelado, dirigido e roteirizado por Jon Favreau (de Cowboys & Aliens e dos dois primeiros longas da série Homem de Ferro), Chef é uma viagem sensorial recheada de food porn, dramas familiares batidos e um otimismo inspirador que parece nos induzir a sair do cinema e ir direto para a cozinha.

    O principal responsável por isso é o protagonista, chefe de cozinha em ascensão que ocupa o posto principal em um restaurante que ainda busca seu reconhecimento. Após uma dura crítica escrita por um blogueiro local e uma série de problemas com seu chefe, Carl decide sair da zona de conforto e seguir em uma jornada a bordo de um food truck junto com o filho (Emjay Anthony) e um amigo latino e boa gente (John Leguizamo). Tudo isso com um retrato potencial do uso das redes sociais em nosso tempo.

    Mas o filme é muito menos um longa sobre cozinhar e muito mais uma reflexão sobre a necessidade de redescobrir a própria vida. É aí que o filme cresce e se apoia nos seus coadjuvantes para criar uma jornada típica de conto-de-fadas. Scarlett Johansson e Robert Downey Jr., em pequenas aparições, enchem a tela mais do que fatias de bacon grelhadas. Sofia Vergara, como a ex de Casper, mostra o habitual carisma, apesar da personagem ser meramente um acessório.

    Cenas que fazem salivar não faltam, como quando o chef prepara um sanduíche grelhado para o filho e o queijo derrete lentamente diante de nossos olhos. Há várias sequência do tipo, todas resultado de um trabalho que atinge exatamente o objetivo: criar a percepção de que há beleza no ato de cozinhar, principalmente quando o fazemos para pessoas que amamos.

    Assim como em Ratatouille, Chef lembra que há não somente técnica e esforço no ato de preparar alguma receita, há também sentimento. E talvez por isso a trajetória do protagonista seja tão inspiradora. 

    Apesar dos clichês, do roteiro óbvio e de um certo otimismo inocente que parece criar um universo colorido e artificial, Jon Favreau mostra que a vida é repleta de possibilidades, a gente só precisa combinar cada ingrediente para que ela tenha mais sabor. Se Carl Casper conseguiu, por que não somos capazes também?