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CINDERELA

(Cinderella)

2015 , 112 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 26/03/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kenneth Branagh

    Equipe técnica

    Roteiro: Aline Brosh McKenna, Chris Weitz

    Produção: Allison Shearmur, David Barron, Simon Kinberg

    Fotografia: Haris Zambarloukos

    Trilha Sonora: Patrick Doyle

    Estúdio: Walt Disney Studios Motion Pictures USA

    Montador: Martin Walsh

    Distribuidora: Walt Disney Pictures

    Elenco

    Alex Marek, Alexander Gillison, Andrew Fitch, Ann Hoang, Ant Henson, Arielle Campbell, Barrie Martin, Ben Chaplin, Bhanu Alley, Bronwyn Pearson, Cate Blanchett, Charlotte Worwood, Craig Mather, Derek Jacobi, Dolapo Umar, Drew Sheridan-Wheeler, Edward Lewis French, Elina Alminas, Elliott Wright, Eloise Webb, Finesse Fonseka, Francesca Bennett, Gareth Mason, Georgie-May Tearle, Gino Picciano, Hayley Atwell, Helena Bonham Carter, Henry McCook, Holliday Grainger, James Butcher, Janet Dawe, Jd Roth-round, João Costa Menezes, Joe Kennard, John W.G. Harley, Joshua McGuire, Julian Seager, Laurent Plancel, Laurie Calvert, Leila Wong, Lily James, Matthew Steer, Melissa Galloway, Michael Jenn, Monique Geraghty, Nonso Anozie, Peter Stacey, Phoenix James, Rachael Hyde, Rajesh Kalhan, Richard Madden, Riley Halden, Rob Brydon, Sayed Kassem, Scherrikar Bell, Sophie McShera, Tom Swacha, Zizi Strallen

  • Crítica

    26/03/2015 14h46

    Cinderela é um dos maiores ícones dos contos de fada e já ganhou diversas versões pelo mundo, passando pelo cinema fantástico de Georges Méliès (Baile Até à Meia-Noite), até a versão moderninha e desencanada interpretada por Hilary Duff (A Nova Cinderela). Mas nenhuma adaptação foi tão aclamada e memorável quanto à de 1950, produzida pela Disney. E foi apoiado pela clássica animação que Kenneth Branagh construiu seu live-action.

    Indo na contramão dos recentes Caminhos Da Floresta e Malévola – que retratam visões alternativas sobre os tradicionais contos – o diretor presta saudoso tributo a animação de sucesso do estúdio, inspirada na história escrita por Charles Perrault, em 1697.

    Na história, Ella – que torna-se Cinderela graças a um apelido dado pela irmã postiça – sofre com a morte precoce da mãe, tendo o pai como único alento. Mas quando ele inicia um relacionamento com Lady Tremaine (Cate Blanchett) e acaba sofrendo acidente fatal, a garota fica sob os cuidados da madrasta e suas duas filhas. Ganancioso e tomado pela inveja, o trio faz dela sua escrava particular. Proibida de ir ao baile real, a jovem recebe a ajuda mágica de uma fada-madrinha (Helena Bonham Carter), que a transforma na moça mais adorável da festa, mas o encanto só dura até a meia-noite. Desesperada com o prazo, Cinderela acaba perdendo um de seus sapatos de cristal, que mais tarde é achado pelo príncipe, iniciando assim uma verdadeira caçada pela dama misteriosa.

    Lily James, que ficou conhecida por seu papel como Lady Rose MacClare no seriado Downtown Abbey, foi a escolhida para dar vida à princesa. A moça é um rosto relativamente novo, mas que, devido a sua simpatia, certamente tem um futuro promissor em Hollywood. Basta observarmos o exemplo de Mia Wasikowska: desde que deu a vida à Alice de Tim Burton, tem arrematado papéis significantes no cinema, como no recente Mapa Para as Estrelas, no qual atuou ao lado de Julianne Moore.

    Se James merece atenção especial, o que dizer de Cate Blanchett? É provável que a veterana tenha arrancado mais admiração do que raiva na pele da Madrasta. Ziguezagueando pelos belos cenários com seus elegantes vestidos, a megera até ganhou seu momento de redenção à lá Malévola, quando revela quase em lágrimas o motivo de sua malvadeza.

    Aliás, é seguro dizer que apesar da fidelidade com a história original, a Disney procurou humanizar alguns elementos da trama. No primeiro encontro de Cinderela com o príncipe, por exemplo, nada de temor e passividade, a realeza ganhou foi uma bronca da moçoila, uma perfeita protetora dos animais, que repudia a caça como esporte – será que a Cinderela moderna seria adepta das manifestações e textões de Facebook?

    Correndo por fora temos a boa e velha Helena Bonham Carter que, com ou sem o ex-marido Tim Burton, sempre adiciona o "Q" de excentricidade aos seus papéis. Colocá-la como Fada-madrinha foi uma decisão acertada da direção, já que a cena da "transformação" da borralheira em princesa é a mais festiva de toda a história.

    Cinderela conta com um figurino de encher os olhos – as vestimentas usaram cerca de 1,7 milhão de cristais Swarovski em sua composição – e traz a aura mágica da animação. Apesar não alcançar o mesmo brilho de sua "obra-inspiração", o live-action passa longe de ser uma desilusão e deve agradar a quem deseja reviver e fábula dessa vez com personagens de carne e osso.



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