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    CINQUENTA TONS DE LIBERDADE

    Por Iara Vasconcelos
    07/02/2018

    O sucesso da série Cinquenta Tons De Cinza foi um dos mais arrebatadores fenômenos dos tempos modernos. Escrito a partir de uma fanfic de Crepúsculo, a trilogia de livros se tornou uma das mais vendidas e comentadas dos últimos anos e dividiu opiniões.

    + Crítica de Cinquenta Tons de Cinza

    Batizada de "pornô para mamães" até "conto de fadas erótico", a obra de E.L. James foi assunto para círculos feministas - que consideram a relação do casal abusiva - e até virou meme na web. Mas seguindo a linha "falem mal, mas falem de mim", se tornou um verdadeiro sucesso e a adaptação para os cinemas foi apenas um passo natural.

    Apesar de ter arrecadado pouco mais de US$ 500 milhões, o primeiro filme foi um fracasso de crítica e parece ter mexido mais com a caixa torácica (pelo volume de risadas) do que com a líbido de uma grande parte dos espectadores. Ainda assim, o longa mostrou a que veio ao focar nas cenas de BDSM e no infâme "quarto vermelho" do sr. Grey.

    Entretanto, tudo começou a degringolar na sequência Cinquenta Tons Mais Escuros, que focou mais nos dramas de casal e na infância traumática do empresário, retratado como um garoto fragilizado e em busca de redenção do que como um dominador masoquista. A partir daí, percebemos que a franquia pretendia se levar mais a sério do que o seu conteúdo lhe permitia e sabíamos que isso não daria certo.

    + Crítica de Cinquenta Tons Mais Escuros

    Agora, no terceiro e último capítulo da saga, os jogos sexuais entre Anastasia (Dakota Johnson) e Grey (Jamie Dornan) parecem ser apenas um pano de fundo para uma trama sobre duas pessoas tentando se adaptar a nova rotina de casados.

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    Na história, os pombinhos parecem mais fortes e seguros de sua relação do que nunca, entretanto sua rotina será atrapalhada pelo retorno de um fantasma do passado, que deseja destruir a união a qualquer custo. Além disso, os conflitos se intensificam com a descoberta de uma gravidez inesperada.

    James Foley reprisa a direção e entrega uma narrativa com ritmo confuso, cheia de subtramas sem amarração que se alternam de maneira frenética e com vilões de motivações pouco convincentes.

    Cinquenta Tons De Liberdade traz uma Anastasia muito mais ousada que nas versões anteriores, entretanto não o bastante para conseguir perceber as armadilhas por detrás do ciúme doentio e da possessividade de seu amado. Ela também mantém o jeito de garotinha ingênua que ainda se surpreende com a dimensão da fortuna de seu parceiro, mesmo depois de toda a opulência já demonstrada por ele desde o primeiro momento em que se conheceram.

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    Dizer que não houve uma evolução nos personagens seria mentira, mas a transição de um Grey prepotente e impulsivo para um marido brando e pronto a satisfazer os desejos de sua esposa não soa natural e pode parecer - ou é - uma forma de apaziguar as críticas ao teor machista da série. Ainda assim, problematizar esse novo filme seria concedê-lo uma importância maior do que o mesmo merece.

    Apesar do sexo ser o combustível que move toda a marca "Cinquenta Tons de Cinza", o que vemos nesse último longa são cenas pouco empolgantes, escassas e muitas vezes fora de propósito - um exemplo é a "rapidinha" que rola no banco do carro quando eles escapam de um stalker em um conversível.

    E por falar em ostentação, a produção por vezes parece um grande comercial de produtos de luxo. São muitas cenas de conversíveis, barcos, mansões luxuosas e closes no caríssimo anel de casamento da senhorita Grey.

    Digamos que se Cinquenta Tons De Liberdade fosse um bolo, o romance seria o recheio, a ostentação seria a cobertura e o sexo apenas os confeitos decorativos. Ainda assim, devemos aplaudir o comprometimento da franquia com os seus fãs. Esse arremate é ideal para aqueles que torciam por um final no melhor estilo "felizes para sempre" para a dupla.