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    COLIN

    Certamente vai virar um <em>cult</em>, pena que o filme de zumbis que custou US$ 74 é tão irregular<br />
    Por Angélica Bito
    26/10/2009

    Desde que foi exibido no Festival de Cannes em 2009 – na mostra paralela dedicada a distribuidores internacionais -, Colin tem chamado atenção por onde passa. O motivo? Porque desde o festival francês, ficou conhecido como “o filme de zumbis que custou US$ 74”.

    E, de fato, o baixíssimo orçamento do filme tem um resultado melhor do que o esperado na tela. Mas, se o diretor e roteirista, o estreante Marc Price, resolveu exibir seu filme em circuito, nada mais apropriado do que avaliá-lo de forma imparcial, sem a conivência do espectador ao pensar no pouco dinheiro utilizado. Price tem soluções bastante criativas e bem-sucedidas para driblar a restrição orçamentária. A montagem é rápida, “maquiando” alguns problemas de filmagem, como o fato da produção ter contado com somente uma câmera digital para finalizar as filmagens quando a segunda quebrou. A fotografia, extremamente precária, ajuda a dar o clima caótico conferido pela presença de zumbis comedores de miolos. Mas a câmera excessivamente tremida incomoda. Não mais, no entanto, do que o ritmo arrastado do filme. E olha que não estou me referindo ao caminhar dos mortos-vivos.

    Colin é o nome do protagonista, vivido pelo limitado e quase estreante Alastair Kirton. Uma novidade é que a narrativa deste filme é conduzida pelo zumbi que o nomeia, outro motivo que chama atenção dos admiradores do gênero. Mas Colin é diferente de seus colegas zumbis: é atraído por música quando encontra um tocador portátil e, aparentemente, está mais interessado em gemer do que devorar humanos e, particularmente, achei esta segunda característica um tanto quando pouco convincente. Zumbis que não saem atacando humanos quando passa por eles não me convencem. A não ser que esta seja a ideia do filme, como ocorre na comedia Fido – O Mascote.

    No entanto, diferentemente de Colin, seus colegas no longa-metragem são ávidos por carne fresca e as cenas nas quais eles atacam não poupam sangue e tripas falsas, o que é bastante divertido. Mas a condução do protagonista acaba levando bocejos ao espectador. Price tem sérios problemas para concluir seu filme e, quando o faz, não é bem-sucedido. De qualquer forma, Colin tem tudo para virar Cult entre os admiradores do cinema de horror e das criaturas comedoras de miolos. Pena que é tão irregular. cult por cult, prefiro o brasileiro Mangue Negro.