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    COMO FAZER UM FILME DE AMOR

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    A fórmula das comédias românticas é como uma verdade universal: todo mundo sabe. Mesmo assim, esse tipo de filme faz um grande sucesso entre os espectadores - especialmente as mulheres, e está aí o maior mistério, acredito. Como Fazer Um Filme de Amor, longa de estréia de José Roberto Torero, é uma comédia que brinca com a fórmula pronta das grandes histórias de amor que vemos nos cinemas.

    O narrador (Paulo José) nos explica, passo a passo, como funciona a escolha de cada aspecto de uma comédia romântica, desde a escolha do casal protagonista e dos vilões até a trilha sonora e as situações que dão "tempero" à trama. No "filme dentro do filme", temos Alan (Casio Gabus Mendes), dono de uma agência de modelos. Desde que ficou viúvo nunca mais se apaixonou, apesar das pesadas investidas de sua funcionária Lilith (Marisa Orth) que, ao lado de um assistente alemão (André Abujamra), é a vilã da história. A vida romântica de Alan muda quando ele conhece Laura (Denise Fraga) em um casamento. Os dois já haviam tido um encontro tempestuoso em uma videolocadora - sim, no começo eles se odeiam, mas depois se apaixonam, como naquele tipo de filme que você vê toda semana na TV.

    É importante ter em mente que Como Fazer Um Filme de Amor é uma comédia. Ele não tenta ser romântico - e, se tentou, falhou nessa área. A grande graça do filme de Torero é brincar, de forma descarada, com esse gênero de filmes. Se visto com bom humor, o longa é uma boa pedida, mas pode desagradar aos genuínos fãs das comédias românticas. É um filme simples e descartável - na verdade, ele não tem o poder para mudar a idéia que uma pessoa tenha em relação ao gênero criticado no longa. Agora, se você quer diversão e mais motivos para falar mal das comédias românticas, certamente vai gostar.