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    COMO SOBREVIVER A UM ATAQUE ZUMBI

    Zumbis invadem comédia tipicamente adolescente
    Por Daniel Reininger
    12/11/2015

    George A. Romero criou zumbis como conhecemos hoje e The Walking Dead fez o trabalho de popularizar esses seres de forma impressionante. A ideia de cadáveres voltarem à vida para comerem os vivos e, no processo, destruírem a civilização, é uma metáfora perfeita para nossas frustrações e medos modernos, tanto que os seres já ganharam diversas versões nos mais diferentes tipos de mídias. Agora, Christopher Landon cria um besteirol adolescente repleto de mortos comedores de cérebro, algo que prova que, realmente, o tema chegou ao ponto de saturação.

    Nesta aventura, os protagonistas fazem parte dos escoteiros e usam suas habilidades para sobreviver. Os colegiais Ben (Tye Sheridan, o novo Ciclope de X-Men), Carter (Logan Miller) e Augie (Joey Morgan) saem para mais uma noite de acampamento, entretanto, Ben e Carter, que não andam mais tão interessados em fazer parte do grupo, querem sair e conhecer coisas novas. Quando Augie adormece, eles vão até uma festa dos formandos.

    Conforme os garotos andam pela cidade de madrugada, logo percebem o local tomado por zumbis e se unem a Denise (Sarah Dumont), garçonete do clube de strip-tease local, que por sinal é uma garota muito badass que sabe bem o que está fazendo. Juntos, precisam salvar a si mesmos e aos membros da festa secreta para a qual foram convidados.

    Tye Sheridan e Sarah Dumont fazem bom trabalho apesar da qualidade do texto, mas o maior destaque é Joey Morgan. No papel do único dos garotos que ama ser escoteiro, ele é simpático e, dos personagens principais, é o que mais queremos ver sair vivo da situação. Infelizmente, como todo besteirol, piadas com fluídos corporais e gases estão presentes, e Augie é o escolhido para a tarefa, mas ele se vira bem e sua atuação em cenas posteriores compensa os embaraçosos. Já Logan Miller é o responsável pelas piadas grosseiras e, apesar de algumas boas tiradas, é o menos gostável.

    O que nos leva às piadas do filme: elas são muito voltadas aos adolescentes. Claro que existem bons momentos e até mesmo quem está além dessa fase consegue gargalhar em determinadas cenas, mas o humor é voltado para quem está na escola e vive esse tipo de zoeira diariamente. Não chega a ser um problema e o longa até possui alguns momentos criativos, mas é óbvio que a produção não pretende agradar aos mais velhos, apesar das cenas de nudez e violência elevaram a classificação etária.

    O roteiro ainda sofre com problemas de lógica e inconsistências graves em relação aos zumbis, os quais, às vezes, mostram sinais significativos de humanidade e outras são bem padrão, sem falar na diferença de velocidade e coordenação de cada um. Em outros casos, a munição parece infinita e algumas atitudes dos personagens são inexplicáveis. Fica claro que o longa só quer conseguir risos rápidos e construir cenas sanguinolentas, enquanto sustos genuínos e história ficam de lado.

    Falta originalidade no roteiro e na construção de personagens que, fora serem escoteiros, se portam como adolescentes comuns. Todo Mundo Quase Morto e Zumbilândia são grandes exemplos de comédias com mortos comedores de cérebro que garantem diversão, risos, sustos, mas também possuem história com lógica e capaz de capturar a atenção do espectador. Embora esse não seja o caso aqui, Como Sobreviver A Um Ataque Zumbi deve realmente agradar aos mais jovens.