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    CONAN, O BÁRBARO (2011)

    Personagem passa a espada em todos os inimigos, mas refilmagem tem roteiro pífio e não empolga<br />
    Por Heitor Augusto
    15/09/2011

    Ninguém escapa da espada de Conan, que nesta refilmagem de 2011 faz jus à alcunha de O Bárbaro. Não necessariamente na acepção Greco-romana, de estrangeiro que não fala a mesma língua, mas principalmente de feroz e cruel. Atroz. A vingança é seu alimento que ele devora com muito prazer.

    A violência em Conan, O Bárbaro não tem o mesmo efeito que num filme de Kitano como Sonatine e Violent Cop, em que ele tira o glamour do ato violento para, explicitando-o, colocá-lo de uma maneira distanciada.

    Conan é só violento mesmo, daquele tipo de violência-pipoca, que não serve de nada a não ser distração para um espectador pouco exigente. No mesmo nível de Solomon Kane – O Caçador de Demônios que, não por coincidência, é um personagem inventado pelo mesmo criador de Conan, Robert E. Howard.

    No remake Conan, O Bárbaro, que tem o havaiano Jason Momoa como herói, a vingança é o ponto de partida para que o lutador torne-se, na verdade, o grande defensor da sobrevivência de Hibória frente à ameaça do domínio do mal. O mesmo blá blá blá.

    O roteiro é pífio e não se recupera do baque sofrido já na primeira sequência: uma narração em off que dá o tom da pobreza narrativa do filme. O mais sintomático, porém, está na pulverização do tom.

    O filme original de 1982 padecia de um protagonista que merecesse ser chamado de ator, Arnold Schwarzenegger. Porém, tinha o roteiro assinado por Oliver Stone, então em início de carreira, e direção de John Milius, que também deu seus palpites no texto de Stone.

    Há três décadas, tínhamos uma aventura que, graças às pretensões de Milius, conservador com um posicionamento muito particular sobre exércitos e guerras, almejava o mínimo de ressonância pós-sessão. Em 2011, nas mãos de Marcus Nispel, diretor das refilmagens Sexta-feira 13 e O Massacre da Serra Elétrica, o que era pouco virou nada.