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    'Doutor Estranho 2' é sombrio e diverte enquanto brinca com nossas expectativas

    Filme tem a assinatura do diretor Sam Raimi
    Por Daniel Reininger
    04/05/2022 - Atualizado há 21 dias

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura definitivamente não é o que os fãs esperavam, mas é o que precisavam. A nova aventura do Mago da Marvel é uma aventura frenética capaz de provar que o estúdio realmente dá liberdade a seus diretores, afinal, é possível identificar a mão de Sam Raimi (Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio, Homem-Aranha) do começo ao fim.

    Trama

    Não quero dar spoilers, mas acho importante explicar qual é a real premissa desse filme. Então, para quem quer saber, a situação é a seguinte: Uma garota chamada America Chavez (Xochitl Gomez) é caçada por seres demoníacos que querem roubar seu poder de viajar pelo multiverso. Um Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) de outro universo tenta ajudá-la, mas falha e ela vem parar no MCU do cinema, onde encontra o Vingador que já conhecemos. Só que ela é perseguida por um ser terrível e as coisa se complicam quando a força por trás dessa caçada se revela e dá um ultimato a Strange e Wong (Benedict Wong).

    E não espere uma continuação direta de Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa. Os eventos com o Amigão da Vizinhança mal são citados nesse filme. Isso é fácil de entender quando a gente lembra que Doutor Estranho no Multiverso da Loucura se passaria antes do longa do Cabeça de Teia, segundo o planejamento da Marvel feito antes da pandemia

    Esse longa é bem contido em si mesmo, embora ter visto a série Wandavision da Disney+ melhora demais a experiência.

    America Chaves foge de ameaça extraplanar em rua de Nova YorkReprodução

    Diretor inspirado

    Toda a gama de estranheza do diretor Sam Raimi dá as caras nesse filme, para o bem e para o mal, seja por causa das criaturas ou da atmosfera. O cineasta realmente cria uma aventura sombria, com direito a magia, zumbis, possessão e espíritos

    É o suficiente para assustar muita gente desacostumada, mas ainda leve o suficiente para ser considerado um filme amigável da Marvel. Lembre-se que é uma obra para adolescentes, então não espere um terror de fato.

    A ideia dos mocinhos caçados por uma criatura impossível de ser vencida é o que faz a trama realmente se assemelhar a diversos longas de terror e sobrevivência que conhecemos e amamos, como Exterminador do Futuro. E essa pegada funciona muito bem aqui!

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura certamente traz a atmosfera mais dark dos filmes da Marvel até agora, com muitos elementos sobrenaturais e até mesmo alguns momentos nojentos e incorpora o sobrenatural de forma fluida.

    Como esperado, o longa ainda abusa da fórmula Marvel, ou seja, não se leva a sério, tem ação desenfreada e mostra a evolução dos personagens só o suficiente para justificar a existência do longa, sem mudá-lo o suficiente antes da próxima participação.

    Feiticeira Escarlate em cena de Doutor Estranho no Multiverso da LoucuraReprodução

    Multiverso de fan service

    O filme não tem vergonha de usar a premissa do multiverso para garantir o máximo de serviço aos fãs possível. É algo que a Marvel tem feito cada vez mais de forma fluida, então muitas vezes algo inserido para agradar seus seguidores passa despercebido na trama. É o caso aqui. Existe uma sequência de combate inteira que serve, basicamente, para alegrar os leitores e entusiastas. Desnecessário? Sem dúvida! Divertida? Sem dúvida também!

    O lance é que o multiverso se torna a desculpa ideal para trazer novos personagens, variantes, além de nomes icônicos da Marvel para o MCU. Isso é ótimo para quem acompanha a franquia, mas pode passar despercebido para o espectador casual.

    Inspirado

    O longa se destaca também por cenas inspiradas, atmosfera assustadora muito bem criada e trilha sonora impecável. Destaque para um batalha musical que ficará marcada na história do cinema. Pois é isso mesmo que você leu! 

    Toda a parte técnica é muito boa e já vale o ingresso! Ainda bem que a história também funciona, em geral.

    Além disso, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura funciona por causa das atuações. O elenco é de extrema qualidade, Elizabeth Olsen domina o papel de Wanda Maximoff, Xochitl Gomez faz um trabalho admirável como America Chavez e mesmo Rachel McAdams, novamente pouco utilizada como Christine Palmer, eleva o filme quando está em cena. E nem preciso falar que Benedict Cumberbatch está ótimo como sempre, o cara manda bem demais como o Mago.

    Doutor Estranho conjura magia em Multiverso da LoucuraReprodução

    Vale ver

    Mesmo que você não seja tão fã dos filmes da Marvel, vale assistir a Doutor Estranho no Multiverso da Loucura por conta de sua aventura, atmosfera de terror e toda a parte técnica, que garante um espetáculo cinematográfico. 

    Para quem não gosta de terror, não se preocupe, o filme nem tenta dar jump scares e apesar de possuir muitos elementos do horror em sua narrativa, ainda é uma produção amigável o suficiente para quem curte os filmes do estúdio.

    Doutor Estranho no Multiverso da Loucura pode não ser o que os fãs queriam em termos de participações e expansão do Universo Cinematográfico Marvel, mas certamente é um filme repleto de momentos incríveis que ficarão na memória e valem demais serem vistos na maior tela possível.

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