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    Godzilla vs. Kong faz jus e mantém o legado dos dois maiores titãs do cinema

    Longa diverte com cenas absurdas de combates titânicos
    Por Daniel Reininger
    28/04/2021 - Atualizado há 6 meses

    É fácil entender porque Godzilla vs. Kong se tornou um sucesso lá fora. É um filme maluco, cheio de pancadaria e capaz de entregar exatamente o que promete. O quarto filme do Monsterverse da Warner Bros coloca os dois monstros gigantes um contra o outro pela primeira vez desde 1962. É a luta de gigantes, titãs do entretenimento, nomes conhecidos por praticamente todos! Não tinha como esse encontro dar errado!

    Godzilla vs. Kong é extremamente divertido. Dirigido por Adam Wingard (O Hóspede) a partir de um roteiro de Eric Pearson e Max Borenstein, o longa cumpre a promessa de destruição em massa graças a seus protagonistas e ainda é capaz de expandir o universo apresentado nos três outros filmes da franquia. 

    Ou seja, é o clímax de um mundo construído com calma e bem desenvolvido, com direito às lutas mais maneiras que você vai ver esse ano. Ao menos, essa é minha aposta, apesar dos outros grandes lançamentos previstos.

    Sem medo de colocar seus principais astros para lutar, o filme cria uma base de história apenas para justificar o encontro dos dois. Grande demais para seu habitat, Kong precisa de um novo lar. Por outro lado, Godzilla atacou uma empresa norte-americana e deixou de ser visto com bons olhos pelo mundo. Isso tudo é amarrado com uma conspiração maquiavélica, claro, e  crianças tentando salvar o mundo sozinhas.

    A verdade é que em termos de narrativa o grande lance é a forma como usam elementos dos filmes anteriores para justificar as decisões dos personagens. Mas nada disso importa realmente, porque o que todo mundo quer ver é porrada! Ou melhor, monstros gigantes partindo para a pancadaria em meio à cidades famosas. E isso o filme tem de sobra, sempre deixando claro que os monstros são bem diferentes. Godzilla tem um papel na natureza, enquanto Kong quer um lar e uma família.

    Falando dos humanos, embora eles estejam lá só para justificar os acontecimentos e os combates, temos alguns personagens interessantes. Millie Bobby Brown chama atenção como a determinada Madison Russell. Alexander Skarsgård tem um arco esquisito de redenção como Nathan Lind. Rebecca Hall é a boa moça do filme no papel de Ilene Andrews, protetora de Kong. Só que o grande destaque mesmo é a menininha Kaylee Hottle no papel de Jia, uma criança que tem o amor do gorila e é a única capaz de se comunicar com ele. 

    O motivo da briga de Godzilla e Kong é relativamente simples e óbvio e faz sentido o suficiente, mas o longa acerta mesmo ao não enrolar para deixar a ação comer solta, mesmo que todo o resto fique bem superficial. Desafio mesmo foi garantir que cada um dos monstros tivesse seu momento para brilhar enquanto, ainda desenvolvia suas histórias. Algo complexo, mas administrado com tranquilidade pelo diretor.

    E nem preciso falar dos efeitos especiais certo? Ou preciso? Ok, não custa nada deixar claro que o filme é simplesmente lindo. Com lutas diurnas e bem fáceis de entender, com combates noturnos repletos de efeitos de luzes. Do começo ao fim, do maior exagero à coisa mais pé no chão, os efeitos são convincentes. E como vimos nos outros filmes, as criaturas são muito bem feitas, com belos traços e um realismo impressionante.

    Godzilla vs. Kong sabe exatamente qual é sua função no mundo do entretenimento como filme e não tenta ser nada além disso, como tantos outros deveriam fazer. Foca sim, como deveria, em ser o melhor possível dentro de sua proposta e faz isso com tranquilidade. 

    O longa é uma bela homenagem a esses dois gigantes da cultura pop, com elementos de ficção científica e fantasia para garantir toda a diversão possível na telona. Poucas coisas são mais satisfatórias do que ver algo absolutamente espetacular numa tela gigante de cinema e Godzilla vs. Kong entrega uma experiência simplesmente magnífica.