cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    CURVAS DA VIDA

    Longa que traz Estwood de volta às telas desaponta com melosa história familiar<br />
    Por Daniel Reininger
    22/11/2012

    Assim como em Gran Torino quatro anos antes, Clint Eastwood volta a tratar das dificuldades da terceira idade em Curvas da Vida. A diferença é que desta vez ele não dirige, apenas atua, coisa que não acontecia desde 1993 em Na linha de Fogo. A responsabilidade ficou então para seu parceiro de longa data e estreante na direção, Robert Lorenz, o qual, talvez intimidado pela sombra de Clint, não conseguiu nada além de uma melosa diversão familiar.

    Sem surpresas e cheio de clichês, a trama mostra o veterano olheiro Gus Lobel (Eastwood) tentando manter sua credibilidade no time Atlanta Braves. Para não ser obrigado a se aposentar, precisa acertar na contratação de um novo rebatedor, mas problemas com sua visão complicam as coisas. É aí que sua filha, a promissora advogada Mickey (Amy Adams), com quem tem relação problemática, é convocada pelo chefe (John Goodman), e melhor amigo de Gus, para ajudá-lo em viagem à Carolina do Norte a fim de acompanhar um promissor jogador da liga universitária.

    Se você assistiu Moneyball - O Homem que Mudou o Jogo e espera algo no mesmo estilo ou, pelo menos, outra visão sobre o esporte no século 21, é melhor conter suas expectativas. O filme não tem absolutamente nada a ver com o longa estrelado por Brad Pitt, o beisebol nem mesmo é o assunto principal e funciona apenas como pano de fundo. Se o esporte fosse trocado pela música daria no mesmo.

    O longa é extremamente convencional em todos os aspectos possíveis e tem forma bem previsível de mostrar o choque entre gerações diferentes. Tudo em Curvas da Vida lembra outros filmes, ao ponto de ser impossível não simpatizar com ele, mesmo que pelos motivos errados. A ótima química na telona entre Mickey - mais uma ótima atuação de Amy Adams - e o mal humorado Gus também adiciona carisma à produção, embora Clint não esteja nem perto de seu desempenho habitual.

    As enormes falhas de roteiro são mascaradas por momentos engraçados, como quando a vegana Mickey se rende aos prazeres de um hot dog, comida típica dos estádios de beisebol norte-americanos. A relação da garota com Johnny (Justin Timberlake), olheiro do Red Sox, garante uma pitada de romance, apesar do personagem do cantor perder a credibilidade ao passar todo o tempo como um cachorrinho fiel em busca da aprovação de Gus e do amor de Mickey. Justo reconhecer, ao menos, como Timberlake deixou de vez seus dias de boyband para trás.

    Quem espera um novo Menina de Ouro ou Gran Torino irá se decepcionar muito com Curvas da Vida, pois não se destaca em nenhum aspecto cinematográfico e serve apenas como diversão rasa e despreocupada. Agora é torcer para esse não ser o último filme de Eastwood como ator, pois deixaria um gosto amargo na boca de todos aqueles que o acompanham há tanto tempo.