Deadpool

DEADPOOL

(Deadpool)

2016 , 108 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 11/02/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tim Miller

    Equipe técnica

    Roteiro: Paul Wernick, Rhett Reese

    Produção: Lauren Shuler Donner, Ryan Reynolds, Simon Kinberg

    Fotografia: Ken Seng

    Trilha Sonora: Junkie XL

    Estúdio: Donners' Company, Kinberg Genre, Marvel Entertainment, TSG Entertainment, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Montador: Julian Clarke

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Anthony J Sacco, Ayzee, Ben Wilkinson, Brad Archie, Brianna Hildebrand, Dan Zachary, Ed Skrein, Fabiola Colmenero, Gina Carano, Hugh Scott, Jason William Day, Jed Rees, John Dryden, Karan Soni, Kyle Cassie, Kyle Rideout, Leslie Uggams, Morena Baccarin, Naika Toussaint, Olesia Shewchuk, Paul Lazenby, Rachel Sheen, Ryan Reynolds, Sean Quan, Stan Lee, Stefan Kapicic, Style Dayne, T.J. Miller, Taylor Hickson, Tommy Proctor, Tony Chris Kazoleas

  • Crítica

    07/02/2016 03h01

    Por Daniel Reininger

    A espera por Deadpool foi recompensada. O filme do mercenário tagarela é fruto da luta do ator Ryan Reynolds para realizar a adaptação da maneira correta, de forma fiel aos quadrinhos, e ainda com toda a violência e sexo que fazem sentido numa história do personagem. Ao lado do estreante diretor Tim Miller, os dois ouviram os fãs e criaram um grande filme que é um dos mais divertidos do universo X-Men.

    Deadpool é basicamente uma comédia. Sim, é sobre um super-herói, mas é, principalmente, uma comédia e não tem medo de atirar para todos os lados, zoando ou citando tanto concorrentes quanto os próprios filmes da Fox. O longa se passa no mesmo universo dos X-Men, logo, as piadas com a franquia de Wolverine e companhia são mais comuns, assim como as referências e aparição de personagens, como Colossus (voz de Stefan Kapicic)– um dos mutantes preferidos dos leitores, que finalmente é representado da maneira certa na telona.

    O longa conta uma história de origem, mas não em ordem cronológica, o que já é um grande avanço para os filmes de super-herói. Tudo começa com uma batalha numa ponte e, entre um tiroteio e outro, conhecemos melhor os eventos da vida de Wade Wilson (Ryan Reynolds) que o levaram até ali.

    Basicamente, ele é um ex-militar que vive como mercenário. Quando conhece a prostituta Vanessa Carlysle (Morena Baccarin), passam a viver juntos intensamente, mas logo ele descobre que vai morrer de câncer. Para tentar ficar ao lado da amada, aceita participar de um experimento secreto.

    A origem não é exatamente a mesma dos quadrinhos, mas está perto o suficiente para não incomodar os fãs mais rígidos. Além disso, o que importa é a atitude do personagem e o clima da produção, essa sim, muito fiel às HQs. Mas essa fidelidade não é o que faz o filme funcionar, afinal, mesmo quem não faz ideia de quem seja o personagem, ou o conheceu apenas graças à genial campanha de marketing dos últimos meses, terá motivos de sobra para gostar da produção.

    O roteiro é simples, mas bem amarrado, as cenas de ação são muito bem filmadas e o humor é constante. Mesmo nos momentos mais tensos, Wade consegue nos fazer sorrir. A violência, nudez e cenas de sexo podem deixar algumas pessoas desconfortáveis, ainda mais se forem ao cinema esperando um filme comum de super-heróis, mas são esses toques que o diferenciam dos outros do gênero e são elementos importantes para qualquer história de Deadpool. Fazer um filme com classificação 12 anos seria um erro enorme, exatamente como vimos acontecer em X-Men Origens: Wolverine.

    Além disso, as atuações estão convincentes, Morena está bem no papel de Vanessa, sempre confortável na pele da bem humorada garota. Ryan Reynolds então, nem se fala. Ele queria tanto esse papel que parece ter colocado tudo que podia nesse trabalho. Ele é Deadpool, simples assim. O longa ainda tem algumas boas cenas com coadjuvantes. Brianna Hildebrand é uma adolescente mutante blasé como Negasonic Teenage Warhead e Gina Carano manda bem como vilã carrancuda. Mas quem rouba a cena é Leslie Uggams como Al Cega, idosa viciada em cocaína tão maluca quando Wade.

    Deadpool procura sair do comum ao misturar gêneros, apesar de ser, fundamentalmente, um filme de super-heróis, mas o longa poderia ter evitado o confronto final épico que vemos em todos os longas do tipo, sem exceção. Seria legal se a produção mantivesse o ritmo até então, sem momentos grandiosos. Mas não podemos realmente culpar a equipe por criar belas lutas e explosões, por mais fora de contexto que pareçam.

    Divertido e violento, Deadpool é uma grande adaptação que realmente colocou os fãs em primeiro lugar, sem deixar o público em geral alienado. O longa abusa sim dos clichês, mas faz isso por um bom motivo: garantir piadas. Além disso, Miller foi inteligente ao seguir o exemplo de Guardiões Da Galáxia e usar músicas pop para dar um toque de humor. A participação de Stan Lee também é ótima e a cena pós-créditos vai arrancar ainda mais risos.

    Se você está na dúvida se compensa ou não ir ao cinema conhecer esse maluco personagem, pode ficar tranquilo, o ingresso estará muito bem pago e a diversão garantida.



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