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    DEMON

    Filme falha em manter suspense e prender espectador
    Por Iara Vasconcelos
    11/05/2016

    Uma semana antes da exibição de Demon no Festival de Toronto, o diretor polonês Marcin Wrona foi encontrado morto em um quarto de hotel. Segundo a polícia, a suspeita é de suicídio. A tragédia só serviu para aumentar ainda mais o imaginário em torno do filme, que narra uma lenda do folclore judeu sobre o espírito perturbado de uma jovem.

    A princípio, a coprodução Polônia e Israel promete deixar de lado os estereótipos do terror norte-americano e adicionar traços da cultura eslávica à história. Entretanto, essa impressão não se concretiza à medida que o filme usa de clichês falhos para tentar assustar.

    A trama começa com o resgate em alto-mar de uma misteriosa mulher, que parece perturbada com algo, que não é explicado de imediato. Logo em seguida, somos apresentados aos personagens principais da história. Piotr (Itay Tiran) é um britânico que se muda definitivamente para a Polônia para se casar com sua amada Zaneta (Agnieszka Zulewska) e viver na casa herdada por ela, uma antiga construção isolada no meio da floresta. Na reforma, ele acaba encontrando uma ossada enterrada, a partir daí coisas estranhas começam a acontecer, mas o pior é que ninguém acredita em Piotr.

    O dia do casamento finalmente chega, mas Piotr está atormentado pelo espírito da jovem Hanna. Ele começa a agir estranhamente e todos sugerem que ele esteja embriagado, entretanto trata-se de possessão demoníaca.

    Enquanto Piotr se retorce no chão e braveja palavras aleatórias em línguas diferentes, o pai da noiva se preocupa em encher os convidados de bebida alcoólica, para que não vejam o estado do genro. Situação um tanto absurda e até cômica.

    Wrona falha em criar uma atmosfera verdadeiramente assustadora, assim como falha em manter o suspense nas cenas que antecedem a possessão. O ritmo arrastado – quase um pecado se tratando de um filme de terror – e a interrupção excessiva do clímax fazem o espectador se entediar rapidamente.

    Ainda assim, o maior erro do longa está em sua conclusão preguiçosa e sem impacto algum. Demon tem o gosto amargo de uma promessa não cumprida.