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    DESBRAVADORES

    Por Celso Sabadin
    12/10/2007

    O filme norueguês Ofelas, de 1987 (batizado de Pathfinder no mercado internacional), marcou a estréia do também norueguês Marcus Nispel na direção de longas e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro naquela ocasião. Agora, 20 anos depois, o cineasta alemão Nils Gaup, o mesmo da refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica (2003), retoma a idéia original de Ofelas e lança Desbravadores, uma co-produção envolvendo Canadá e EUA. O resultado é lamentável.

    A ação se passa na América do Norte, 500 anos antes da chegada de Cristóvão Colombo. A primeira cena mostra o massacre que um estranho povo bárbaro e animalesco impõe à tripulação de um barco viking (sim, há indícios históricos de vikings na América, muito antes de Colombo), deixando apenas um garoto como sobrevivente. O menino é acolhido pelos nativos locais (que, por sinal, já falam inglês) e, 15 anos depois, é desencadeado o sangrento "acerto de contas" entre o jovem viking e o povo que massacrou sua família.

    É com este raso fio de roteiro que Desbravadores exibe quase 100 minutos de uma carnificina sanguinária travestida de saga histórica, mas que, na verdade, assemelha-se muito mais a um interminável videogame de pancadaria. A fotografia escura em tons azuis e negros ajuda a esconder o sangue, mas não torna o filme menos cansativo, principalmente por causa da insuportavelmente repetitiva trilha sonora que usa e abusa - e como abusa! - daqueles acordes fortes e graves, misturados ao som de lâminas, tão explorados nos filmes de terror de segunda categoria.

    Falado em inglês e islandês, Desbravadores não chegou a faturar nos cinemas dos EUA nem a metade dos seus custos de produção, estimados em US$ 26 milhões.