Poster de Destruição Final: O Último Refúgio

DESTRUIÇÃO FINAL - O ÚLTIMO REFÚGIO

(Greenland)

2020 , 119 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 19/11/2020

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  • Onde assistir

    Programação

  • Ficha técnica

    Direção

    • Ric Roman Waugh

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Sparling

    Produção: Alan Siegel, Basil Iwanyk, Bill Wohlken, Gerard Butler, Sébastien Raybaud

    Fotografia: Dana Gonzales

    Trilha Sonora: David Buckley

    Estúdio: Anton, G-BASE, Riverstone Pictures, Thunder Road Pictures

    Montador: Gabriel Fleming

    Distribuidora: Diamond Films

    Elenco

    Andrew Bachelor, Anissa Matlock, Brandon Quinn, Claire Bronson, David Denman, Gary Weeks, Gerard Butler, Hayes Mercure, Jaime Andrews, James Logan, Joshua Mikel, Kendrick Cross, Madison Johnson, Mike Gassaway, Morena Baccarin, Otis Winston, Rick Pasqualone, Roger Dale Floyd, Scott Glenn, Scott Poythress

  • Crítica

    17/11/2020 15h30

    Por Daniel Reininger

    Destruição Final - O Último Refúgio, o mais recente filme com Gerard Butler (300)  e Morena Baccarin (Deadpool), é perfeito para servir de catarse de fim do mundo para esse momento. Sua premissa básica não é nova, afinal mostra um homem em busca de salvar sua família de um cometa que ameaça destruir a humanidade, mas o realismo que o diretor Ric Roman Waugh (Invasão Ao Serviço Secreto) traz para as telonas faz dessa obra uma ótima pedida, com potencial de se tornar um cult.

    O longa lembra muito os filmes-catástrofe de Roland Emmerich (Independence Day, O Dia Depois De Amanhã), mas com orçamento menor e ainda mais foco nos personagens, o que faz dele uma experiência mais sombria e pessoal. Lembra um pouco Guerra Mundial Z pela história mais intimista e não tanto clássicos, como Armageddon ou Impacto Profundo, com foco no realismo mesmo nas situações mais improváveis.

    Na trama, John Garrity (Butler) é um engenheiro expulso de casa por sua esposa, Allison (Morena Baccarin), após uma traição. A única coisa que impede John de ir para o fundo do poço é seu filho, Nathan (Roger Dale Floyd), que está prestes a ganhar uma festa de aniversário.

    A comemoração chega a um fim amargo com a chegada de Clarke, um cometa capaz de destruir a Terra. Ao receber um aviso de evacuação militar, após ser escolhido pelo governo dos Estados Unidos para sobreviver por ser especialista em construir arranha-céus, John segue com sua família para a segurança, mas eles enfrentam muitos obstáculos no caminho, num verdadeiro road movie repleto de urgência.

    Waugh e o roteirista Chris Sparling (Enterrado Vivo) fazem um trabalho excelente capitalizando o aumento da tensão e a pressão sobre os personagens. Tudo começa relativamente pequeno e devagar,  com os especialistas e governos ignorando o perigo, mas as coisas fogem ao controle,  até que é tarde demais e as pessoas mergulham no caos. Ao longo da narrativa, a cobertura das notícias, reportagens de rádio, TV e mensagens oficiais criam uma atmosfera assustadora e realista.

    As cenas de colapso social, com tumultos, saques ou um bando de jovens celebrando a destruição da Terra com uma festa em uma laje, parecem cenas da vida real e trazem críticas implícitas sobre a nossa sociedade e a falta de liderança dos governos em situação de emergência. Assim como as notícias 24 horas sobre o caos, garantindo entretenimento macabro e informação até os últimos segundo de existência humana.

    Eventualmente, a família acaba separada e cada um precisa se esforçar para sobreviver e se reencontrarem. É aí que o longa deixa de ser óbvio, porque diante dos obstáculos do caminho, não fica claro quem vai sobreviver, se todos vão, quem será deixado para trás. Além disso, a atenção aos detalhes da história e do arco de cada personagem torna dessa produção algo muito mais interessante do que um longa padrão sobre catástrofe.

    Embora Butler já tenha aparecido nesse tipo de filme antes, como no fraco Geostorm, aqui ele interpreta uma pessoa comum sem grandes habilidades. Com isso, entrega uma de suas melhores performances recentes, talvez porque ele convence como um marido barrigudo e desesperado. A brasileira Morena é carismática como sempre e rouba a cena no papel de Allison. Além disso, Scott Glenn (O Legado Bourne) garante um dos melhores momentos do filme como avô resignado com o fim do mundo.

    O longa mistura bem momentos de tensão e correria e pausas nos momentos certos. Algumas sequências de ação são simplesmente de tirar o fôlego, sejam com destroços de cometa ou lutas pela vida contra saqueadores. Essas sequências nos lembram porque amamos filmes de desastres: são representações sensacionais de eventos capazes de mudar a vida na Terra, mas que podemos encarar em segurança.

    Destruição Final ainda se destaca por deixar tudo muito real, mesmo com boa quantidade de efeitos especiais. O filme traz tudo o que é esperado de um longa do tipo, mas surpreende exatamente quando foca nos personagens. É uma produção realmente surpreendente.



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