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    DEU A LOUCA NA CHAPEUZINHO 2

    Sequência perde encanto do primeiro filme e força das ironias a personagens clássicos<br />
    Por Celso Sabadin
    01/09/2011

    Seis anos após o primeiro e bem-sucedido Deu a Louca na Chapeuzinho, chega agora aos cinemas uma continuação bem menos inspirada. Da primeira aventura para esta, muita coisa mudou. O sapo/detetive do primeiro filme agora comanda a HEA – Happy Endings Always, uma agência tipo CIA responsável para que todas as histórias tenham finais felizes (acho que já vi isso em outro desenho...). O Lobo e a Vovozinha trabalham para ele. E Chapeuzinho virou uma espécie de superagente secreta ninja que vai tentar desvendar o mistério de uma irmandade que controla o poder de uma super receita, igualmente secreta. Não é mole não.

    Na medida em que todos os personagens do primeiro filme foram descaracterizados, a graça original, que era exatamente a desconstrução do padrão clássico, vai por água abaixo. O que vemos é apenas uma aventura cômica de espionagem, que poderia ser vivida por qualquer personagem – clássico ou moderno – e que se dilui totalmente no momento em que os padrões do estereótipo original são, de uma forma sem sentido, desmontados.

    Shrek já havia caído exatamente no mesmo erro: criado para ser o anti-herói com a missão de desconstruir o molde padrão, ele é eficiente e divertido em sua primeira aventura, para logo na sequência, ao se transformar ele próprio em padrão, deixar esmaecer toda a ironia e o poder de crítica que o construíram. O chamado tiro no pé.

    Com um agravante: Deu a Louca na Chapeuzinho 2 apresenta um traço menos elaborado e uma animação mais dura que o primeiro filme, apesar dos anos de evolução tecnológica que os separam.

    Sobram apenas uma diversão de bom ritmo, muita agitação para as crianças, e brincadeiras referenciais a vários filmes – de Psicose a Kill Bill – para entreter os adultos. Longe do brilho do primeiro episódio.