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    DIÁRIO DE UM BANANA 2: RODRICK É O CARA

    Filme mantém mesma dinâmica do original, mas perde na narrativa <br />
    Por Roberto Guerra
    15/09/2011

    A garotada que curtiu Diário de Um Banana, produção lançada em 2010 inspirada na bem-sucedida série de livros Os Diários de Greg, de Jeff Kinney, deve gostar também dessa continuação - apesar de inferior.

    Greg Heffley está de volta, agora aluno da sétima série. Ele ainda é o melhor amigo de Rowley (Robert Capron), o companheiro gordinho que ele traiu no último filme em uma tentativa malfadada de popularidade. E, sim, continua a enfrentar problemas de relacionamento com Rodrick (Devon Bostick), seu irmão mais velho que parece ter um prazer quase psicótico em atormentá-lo. Para piorar a situação, sua mãe (Rachael Harris) decide que eles precisam passar mais tempo juntos. Está dada a deixa para confusões que permeiam Diário de Um Banana 2 – Rodrick é o Cara.

    Estranhamente, o primeiro filme da série foi lançado direto em DVD, enquanto esta sequência – mais fraca - chega aos cinemas. Semelhante à série de TV Todo Mundo Odeia o Chris, onde um garoto narra suas desventuras escolares em primeira pessoa, Diário de Um Banana se diferencia por adotar humor mais ingênuo, ao melhor estilo Disney (o filme é da Fox), voltado exclusivamente para os pré-adolescentes.

    A narração em formato de diário do primeiro filme - que dialoga com o espectador e permite fácil identificação e simpatia por Greg - ganha menos destaque nessa sequência, o que faz a série perder o que tem de melhor: as impressões pessoais e a visão de mundo do jovem protagonista. De resto, o filme mantém a mesma dinâmica do original, com montagem rápida e um espaço dedicado às lições de moral, que desta vez dizem respeito ao bom relacionamento entre irmãos.

    Em tempos de discussões acaloradas sobre o famigerado bullying e suas supostas consequências nefastas, Diário de Um Banana 2 diverte ao lembrar-nos que as diferenças existem, que o ser humano não sabe lidar bem com elas, tem dificuldade de aceitá-las, e isso inevitavelmente gera conflitos. E desses embates – muito comuns nos tempos de escola – tiramos ensinamentos para enfrentar o mundo. Pelo menos foi assim com os de minha geração.

    Em tempo: algumas situações de Diário de Um Banana 2 estão conectadas ao primeiro filme, mas mesmo quem não assistiu ao original conseguirá embarcar na história sem dificuldades.