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    DIÁRIO DE UM BANANA - DIAS DE CÃO

    Filme não consegue chegar ao bom humor de seus antecessores e série fraqueja
    Por Roberto Guerra
    27/10/2012

    Inspirada na bem-sucedida série de livros Os Diários de Greg, de Jeff Kinney, os filmes da franquia Diário de Uma Banana têm perdido fôlego desde sua estreia em 2010. O segundo longa, Rodrick É o Cara, lançado ano passado, já se mostrava inferior ao original. Estranhamente, a estreia da série foi direto para DVD, enquanto as sequências ganharam as telas de cinema.

    Semelhante ao televisivo Todo Mundo Odeia o Chris, na qual um garoto narra suas desventuras escolares em primeira pessoa, Diário de Um Banana se diferencia por adotar humor mais ingênuo, ao melhor estilo Disney (o filme é da Fox), voltado exclusivamente para os pré-adolescentes.

    Desta vez o personagem central, o adolescente Greg Heffley, está em férias escolares. Sua ideia de descanso é passar os dias em casa jogando videogame. Seu pai, no entanto, pensa diferente e quer vê-lo praticando atividades físicas. Se não bastasse, sua paixão, Holly (Peyton List), pretende passar o o hiato como professora voluntária de crianças num clube de tênis.

    Para sorte de Greg, os pais do seu melhor amigo, Rowley (Robert Capron), são sócios do tal clube e ele encontra a chance ideal de ludibriar o pai e ficar próximo à amada. O problema é que seu irmão mais velho, Rodrick (Devon Bostick), começa a chantageá-lo por estar interessado na irmã de Holly, uma patricinha metida à besta que está prestes a comemorar seus 17 anos.

    O principal problema do filme em relação aos antecessores é que ele simplesmente não é engraçado o suficiente, apelando para fórmulas pra lá de batidas para tentar arrancar risos dos espectadores. A tirada do menino que perde o short de banho e passa o dia na piscina sem poder sair não é o que podemos chamar de algo engraçado hoje em dia. Nem faz muito sentido na trama. E assim seguem outras tentativas de se fazer humor nada originais e criativas.

    No mais, Greg nunca foi um personagem particularmente simpático, mas funcionava quando criança. O menino cresceu e, agora, suas caras e bocas diante das situações hilárias que vive perderam a força cômica. Uma forma de compensar isso seria explorar a maturidade do personagem e sua relação com o pai, que cobra dele uma atitude mais adulta. Mas isso não é desenvolvido a contento pelo roteiro, que mantém a a mesma essência pueril dos primeiros episódios.

    Os dois filmes anteriores ainda tinham o mérito de jogar por terra o famigerado bullying e suas supostas consequências nefastas. Estes divertiam ao lembrar-nos que as diferenças existem, que o ser humano não sabe lidar bem com elas, tem dificuldade de aceitá-las, e isso inevitavelmente gera conflitos. E desses embates – muito comuns nos tempos de escola – tiramos ensinamentos para enfrentar o mundo. Neste sentido, Diário de Um Banana – Dia de Cão é adicionalmente frustrante porque nem disso trata.