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    DIDI QUER SER CRIANÇA

    Por Roberto Guerra
    22/05/2009

    Os filmes de Renato Aragão, assim como os de Xuxa, há tempos viraram sinônimos de refugo cinematográfico. Antes mesmo de assistir a uma produção encampada pelos dois é possível fazer um prognóstico com margem de erro efêmera: serão ruins. Apesar disso, confesso que todo ano vou assistir aos filmes do Didi com uma centelha de esperança de ser surpreendido. Uma vontade de ver alguma melhoria em relação aos anteriores e de escrever uma crítica em que não precise esculhambar a produção. Deixo claro que isso só acontece em relação aos filmes de Aragão, de quem fui fã na infância, quando ele ainda dividia a cena com os outros Trapalhões. No caso da Xuxa, a meu ver, não há esperança.

    Este ano, antes de assistir a Didi Quer Ser Criança, a mais nova empreitada do humorista nas telas, a tal centelha de esperança reacendeu. No entanto, dez minutos de projeção depois, jazia apagada por uma enxurrada de bobagens. É, infelizmente, não trago novidades: o filme é ruim, como ruim foram todos os filmes realizados pela Renato Aragão Produções Artísticas nos últimos anos.

    Desta vez, Didi é um adulto com alma de criança (desta e das outras, afinal, em todos seus filmes Didi é um adulto como alma de criança) que trabalha como provador na pequena fábrica de doces artesanais do seu Tião (Elias Gleizer). A empresa está passando por dificuldades financeiras devido à concorrência da fábrica vizinha, esta comandada pelo vilão Armando (Werner Schüneman), que produz doces cheios de corantes e produtos químicos. Para ajudar seu patrão a reerguer os negócios, Didi tenta convencer as crianças de que os doces com produtos químicos fazem mal, mas, apesar de se relacionar bem com os pequenos, eles não lhe dão ouvidos porque ele é adulto. Didi, então, pede ajuda a São Cosme e São Damião, santos de sua devoção e, um belo dia, eles aparecem em carne e osso e lhe dão um saquinho de balas mágicas que têm o poder de transformá-lo em criança. Como criança ouve criança, Didi agora poderá convencer os amigos e resgatar o espírito de Cosme e Damião.

    A historinha, como se vê, é até bem pensada, mas, pra variar, é muito mal realizada. Nitidamente feita a toque de caixa, sem preocupação com qualidade. Em determinado momento do filme, o vilão Armando diz, quando indagado sobre a qualidade de seus doces: "Criança gosta mesmo de porcaria". Pelo jeito, os realizadores do filme pensam o mesmo.

    Em tempo: como não podia deixar de ser, Didi Quer Ser Criança está pontuado de participações "especiais", como as de Daniella Cicarelli, Didi Wagner, Fernanda Lima, Jacaré, Marcelo Augusto e por aí vai...

    Leve seu filho para assistir por sua conta e risco.