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    DIVISÃO DE HOMICÍDIOS

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Topas mais um filme sobre dupla de policiais? Sendo um deles mais velho, pronto para se aposentar, e o outro um novato inexperiente? Tudo bem? Então, lá vai: Joe Gavilan (o sessentão Harrison Ford) é um detetive veterano que trabalha também como corretor de imóveis para completar sua renda mensal. Seu parceiro é K.C. Calden (Josh Hartnett, de Pearl Harbor), garotão que sonha abandonar a polícia e se dedicar à carreira de ator. Sim, porque afinal ambos trabalham em Hollywood, a terra das ilusões. Entre uma missão e outra, Gavilan e Calden parecem muito mais interessados em suas carreiras paralelas que propriamente em resolver casos policiais. É aí que mora a graça de Divisão de Homicídios. Na desmistificação - pelo menos parcial - da lendária figura do policial onipotente e heróico. Gavilan mal consegue dar conta de sua própria vida pessoal, e Calden utiliza todo e qualquer tempo extra para decorar as falas da peça Um Bonde Chamado Desejo, que pretende encenar para um grupo de prováveis descobridores de talentos.

    Este lado humanizado da força policial nasceu das conversas entre o produtor Lou Pitt e o investigador Robert Souza (que acabou sendo um dos roteiristas da produção), detetive aposentado que atuou durante 25 anos na polícia de Los Angeles. Várias situações do filme aconteceram realmente com Souza, entre elas a do criminoso algemado que rouba uma arma e sai atirando no estacionamento e a da tentativa de Gavilan em vender uma mansão a um produtor de cinema. A contribuição de Souza forneceu um viés mais interessante e diferenciado ao filme, mas nada que o torne uma grande atração. Mesmo com a presença do sempre carismático Harrison Ford, Divisão de Homicídios é pouco mais que simpático. Desce melhor com pipoca e guaraná.