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    DOCE DE COCO

    Com muitas pontas soltas, comédia escorrega ao flertar com o drama familiar<br />
    Por Celso Sabadin
    12/05/2010

    Raro exemplo de longa-metragem catarinense exibido no país, a comédia dramática Doce de Coco fala das aventuras e desventuras de Madalena (Antonella Batista) e Santinho (Hélio Cícero), um casal classe média que vai driblando como pode a (eterna) crise econômica que assola os brasileiros. Ela, sacoleira, vende roupas para as vizinhas, enquanto foge da fiscalização. Ele, artesão, comunista de carteirinha, ajuda no orçamento doméstico fazendo imagens de santos que vende para a paróquia local. A solução financeira para o casal pode estar - quem diria - num estranho sonho de Madalena, que acredita piamente que existe um tesouro enterrado no cemitério da pequena cidade onde vivem.

    Na (louvável) intenção de realizar um cinema popular, sintonizado com o que acredita ser o gosto do grande público, o roteirista e diretor Penna Filho (Um Craque Chamado Divino) acabou realizando um filme de poucos atrativos, de humor raso e com interpretações mais apropriadas à linguagem teatral que propriamente à cinematográfica.

    Ingênuo, o roteiro em determinados momentos tenta flertar com o drama familiar, sem abrir mão da comédia, mas a direção não é segura o suficiente para obter o equilíbrio necessário para manter o interesse pela trama.

    O resultado é um trabalho pouco consistente, de pontas soltas e muitas arestas a serem aparadas, inclusive no acabamento técnico.