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    DOZE É DEMAIS 2

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    Tom Baker (Steve Martin) é um santo. Sua esposa, Kate (Bonnie Hunt), mais ainda. Difícil haver algum fardo mais cansativo do que administrar a vida de nada mais, nada menos que 12 filhos, sustentar, educar, cobrar as suas responsabilidades e, o mais importante aqui nesse caso, evitar que se tornem 12 pestinhas.

    Pode –se dizer tranqüilamente que, no quesito humor, Doze é Demais 2 funciona melhor até que o primeiro filme. Se antes ainda era preciso se familiarizar com o amontoado de personagens, aqui somente é preciso entrar no clima e se habituar a algarraza, afinal, acompanhar e memorizar todo o agigantado elenco é tão difícil quanto cuidar destas crianças. E, mesmo com este impecilho ventando contra o diretor Adam Shankman (A Casa Caiu), ele consegue organizar a balburdia e deixa o filme mais leve.

    Engana-se quem acredita que, depois de crescidos, os Bakers dão menos dor de cabeça para os pais. O clã jovem da casa começa a soltar as asinhas e prova isso. A pequena Sarah (Alyston Stoner) sente seu coração ser flechado pela primeira vez. Lorraine (Hilary Duff) e Charlie (Tom Welling) querem morar fora, após terem se formado. E Nora (Piper Perabo), a mais velha, arranjou uma gravidez. Nesta nova aventura, a história se passa durante as férias da família. Ao rumarem para o Lake Winnetka, no Canadá, onde deveriam acampar, os planos rapidamente mudam quando Tom reencontra um rival de longa data, Jimmy Murtaugh (Eugene Levy). Ao lado de sua esposa Sarina (Carmen Electra), ele cria também um considerável quartel: oito filhos.

    A diferença social e a maneira como criam as crianças provoca uma pequena inveja no líder dos Bakers, que só aumenta quando os garotos preferem se divertir com os novos amigos na luxuosa casa de verão dos Murtaugh, do que obedecer aos seus pedidos. Instala-se então um clima de hostilidade, que só pode ser resolvido de uma maneira: com as duas famílias competindo no campeonato de férias.

    Dentro do que se propõe a fazer, somente entreter o público, Doze É Demais 2 funciona bem, com divertidos diálogos. É um filme familiar, feito somente com essa intenção, de agradar a qualquer classe etária, e por isso não deve perder seu valor. Também não exagera no humor apelativo e gratuito, apesar de ter algumas sacadas mais constrangedoras, que na verdade muitos gostam, mas ficam com vergonha de confessar. Steve Martin continua sendo o eficaz cara engraçado de sempre e deverá deixar seus amigos produtores felizes, com um retorno bem rentável de bilheteria.