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    DRÁCULA 2000

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Ele não podia faltar. Nesta mística virada de milênio, em que pipocaram filmes sobre demonismo, apocalipse e similares, o famoso personagem Drácula, criado no século 19 pelo escritor britânico Bram Stocker, também mereceu o seu “revival”. O responsável pelo “desenterro” foi Wes Craven, o bem-sucedido criador das franquias A Hora do Pesadelo e Pânico.

    Este novo Drácula agora tem o número 2000 adicionado ao seu título (como se fosse um modelo de automóvel ou coisa assim) e direção de Patrick Lussier, que atuou como montador em vários filmes de terror. Craven assina a produção.

    O roteiro de Joel Soisson é meio “viajandão”, mas pode convencer – e assustar, o que é mais importante – o público adolescente. Drácula 2000 se passa nos dias atuais, onde Abraham (Christopher Plummer), um descendente direto do professor Van Helsing (o matador de vampiros da história original), administra com sucesso uma loja de antiguidades. Até que certa noite um bando de criminosos arromba o cofre da loja, em busca de antigas preciosidades. Porém, eles encontram apenas um caixão de prata, onde jaz, lacrado, o corpo do primeiro e verdadeiro Drácula. Nem é preciso dizer que os criminosos vão libertar toda a fúria e a destruição que o vampiro mor acumulou durante séculos.

    Embarcando na moda do apocalipse, o filme chega a propor que as origens do verdadeiro Drácula remontariam aos tempos da Santa Ceia e o próprio Jesus Cristo seria um grande responsável pela maldição do vampiro. Porém, viagens e teologias à parte, Drácula 2000 tem tudo para agradar às platéias adolescentes que vibraram com Pânico ou Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado. A fórmula é basicamente a mesma, com várias mortes sanguinolentas, ritmo de videoclipe, montagem alucinante e – desta vez – a tentativa de lançar ao estrelato o charmoso Gerard Butler, que estreou no cinema interpretando o jovem Archie em Sua Majestade, Mrs. Brown. Aqui, o papel do vilão supera de longe o do “mocinho” Jonny Lee Miller, que atuou também em Trainspotting.

    Só resta uma dúvida: balas e flechas de prata não eram utilizadas apenas para matar lobisomens?

    28 de março de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br