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    DRIBLANDO O DESTINO

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Questão de marketing: se os norte-americanos fazem filmes sobre "chicanos", para explorar o mercado da enorme colônia latina do país, os ingleses não ficam atrás e também fazem os seus filmes sobre minorias. No caso, indianos. Assim é Driblando o Destino, uma verdadeira "sessão da tarde" sobre a minoria indiana vivendo nos subúrbios de Londres.

    Tudo gira em torno de Jess (Parminder K. Nagra, estreando no cinema), uma adolescente que sonha ser jogadora de futebol. Porém, para conseguir realizar o seu sonho, ela vai ter de lutar contra os preconceitos sociais, raciais e religiosos de toda a comunidade. Tanto a sua - indiana - como a inglesa. Driblando o Destino tem cara de "já vi este filme antes". E já viu mesmo. Com negros, índios, orientais ou mesmo gregos (caso de Casamento Grego). Tanto que ele acaba igualzinho a todos os outros que você "já viu", sem surpresas nem novidades, seguindo à risca a cartilha do cinemão comercial.

    As histórias de bastidores por trás do filme são até mais interessantes que o próprio filme. Por exemplo: a jovem atriz Parminder Nagra temia não conseguir o papel por causa de sua cicatriz na coxa, mas ao invés disso a cicatriz foi assumida e até criou-se no roteiro uma história para ela. As atrizes foram treinadas por Simon Clifford, que possui uma escola brasileira de Futebol de Salão na Inglaterra. Os distribuidores americanos queriam trocar o título original Bend it Like Beckhan (Drible Como Beckhan) por Move it Like Mia, em alusão a Mia Hamm, futebolista conhecida nos EUA. Os produtores se negaram. E, finalmente, na cena do casamento há vários parentes de verdade da diretora Gurinder Chadha, queniana de nascimento, mas que trabalha há vários anos na Inglaterra.

    Quanto ao filme propriamente dito, talvez ele fique melhor em vídeo, onde as expectativas são menores.