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    DUPLA IMPLACÁVEL

    Com John Travolta, produção é uma ofensa aos bons filmes de ação<br />
    Por Celso Sabadin
    02/04/2010

    Antes de mais nada, uma explicação: este Dupla Implacável nada tem a ver com o filme homônimo de 1994. Trata-se apenas da “tradução” criada pela distribuidora brasileira do original From Paris, With Love, que por sua vez brinca com o clássico da espionagem From Russia, With Love.

    A história fala de James (o irlandês Jonathan Rhys Meyers de Match Point – Ponto Final), assessor especial do embaixador norte-americano em Paris, que de quebra, faz uns “bicos” de espionagem para seu patrão. Coisa pouca, serviço de “espião peão”. O que James (até nome de agente secreto ele tem) não sabia é que de uma hora para outra ele iria se envolver até o pescoço com a espionagem barra pesada, aquela que a gente só vê no cinema, repleta de tiroteios e inacreditáveis perseguições. Isto acontece quando ele conhece o americano Charlie Wax (John Travolta, gordo e careca), um policial enviado a Paris para tentar evitar um suposto ataque terrorista.

    Na verdade, esta trama de suposto ataque terrorista, e outras que aparecerão pelo caminho, nada mais são que uma fina (e põe fina nisso) linha narrativa que pretende costurar uma sequência pouco convincente de momentos de ação. Pretende; não consegue. Lá pelo meio do filme o público até se esquece porque a tal dupla implacável corre tanto pra cá e pra lá, e por que eles estão explodindo tantas coisas. Nada contra os filmes de ação; pelo contrário. Mas um pouquinho de conteúdo (ou pelo menos de bom humor) seria bem-vindo.

    O autor da história é o festejado cineasta francês Luc Besson, que depois de dirigir sucessos como Imensidão Azul e O Profissional, partiu para a produção de um cinema mais comercial, fazendo do modelo norte-americano o seu padrão de referência.

    Dupla Implacável é dirigido pelo francês Pierre Morel, de Busca Implacável e trabalhos na televisão. Um erro tanto no resultado do filme em si como também pela resposta da bilheteria: apesar de ter tido um bom lançamento nos EUA (com quase três mil salas), o filme por ali não pagou nem metade de seus custos, estimados em US$ 50 milhões.

    E para não dizer que eu não falei de flores, Dupla Implacável vale, pelo menos, por duas belezas: a atriz polonesa Kasla Smutniak no papel feminino principal e, claro... locações em Paris.