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    EDUCAÇÃO

    Filme feminino ditancia-se do universo literário de Nick Hornby em seu primeiro roteiro<br />
    Por Angélica Bito
    08/02/2010

    Se você, como eu, for atraído às sessões de Educação na 33ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo pelo fato de ser o primeiro roteiro escrito por Nick Hornby, pode tirar seu cavalinho da chuva. Não há nada de Alta Fidelidade, Um Grande Garoto ou mesmo Slam no drama baseado nas memórias da jornalista britânica Lynn Barber.

    Dirigido por Lone Scherfig (dos simpáticos Italiano Para Principiantes e Meu Irmão Quer Se Matar), Educação acompanha o período pré-faculdade vivido por Jenny (a bela Carey Mulligan, que recentemente esteve no elenco de Inimigos Públicos). Aos 17 anos, dedica-se integralmente aos estudos, pressionada pelo pai (Alfred Molina), que sonha em ter sua filha estudando em Oxford. Mas conhecer o sedutor David (Peter Sarsgaard) acaba atrapalhando os planos do patriarca. A relação com um homem mais velho faz com que Jenny questione o que é melhor para sua vida adulta: a educação acadêmica ou as experiências reais.

    O título original de Educação é An Education (“uma educação”), muito mais condizente com o filme. Isso porque o que Jenny coloca em questão é a utilidade de tudo que ela aprende na escola, e aprenderá quando entrar na faculdade, em comparação a tudo que passa a vivenciar ao lado de David. A relação com esse homem mais velho faz com que a protagonista passe a viver sub um frágil castelo de cartas, cujo desabamento é iminente. Meninas de 17 anos são facilmente iludidas e as coisas não são diferentes com Jenny, que também questiona o papel da mulher na sociedade durante a década de 60. Qual garota nunca questionou, naquela época, de que valem os estudos se o sucesso vem quando se arruma um marido rico?

    Educação é um filme bem feminino principalmente graças à mão de Lone. É um filme quadrado, sem grandes inovações, morno. Uma produção que não muda a vida de ninguém, erra pouco exatamente por não se arriscar. Horny coloca um tempero por meio de bons diálogos, mas as referências ao mundo pop que o fizeram ser um dos escritores mais adorados por uma geração de leitores de vinte e trinta e poucos anos não estão presentes neste seu primeiro trabalho como roteirista.