cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    'Elvis' é cinebiografia à altura do sucesso do Rei do Rock

    Longa estrelado por Austin Butler e Tom Hanks chega aos cinemas nesta quinta-feira (14)

    Por Thamires Viana
    13/07/2022 - Atualizado há cerca de 1 mês

    No planeta em que habitam mais de 7,7 bilhões de pessoas, ouso afirmar que pelo menos 90% delas conhecem o ícone Elvis Presley. Com o topete intacto, os inconfundíveis olhos azuis e o requebrado de quadris polêmico, o chamado Rei do Rock arrastava multidões por onde passava. 

    Não à toa, o cantor merecia uma cinebiografia poderosa e, com isso, veio Elvis, filme de Baz Luhrmann que estreia nesta quinta-feira (14) nos cinemas brasileiros.

    A retratação de um astro

    Cena de ElvisReprodução

    Estrelado pelo jovem e talentoso Austin Butler, o longa permeia pelo gigantesco sucesso que o americano fazia nos palcos, nas telas e no coração das fãs frenéticas! Entretanto, não deixa de apresentar ao público as derradeiras enfrentadas pelo astro no decorrer de sua curta – mas intensa  – carreira. 

    Nas mãos de Luhrmann, Elvis ganha um ritmo misto, passando por cenas aceleradas de fãs atirando peças íntimas no cantor, pela rebeldia tão característica de Elvis, pelo relacionamento tórrido com Priscilla Presley, para momentos contemplativos em que Butler, no auge de sua carreira como ator, se entrega completamente bem.

    Aos 30 anos de idade, o jovem ator que estrela seu primeiro grande papel nas telonas parece ter nascido para viver o icônico cantor. Sugando todas as características de Elvis e jogando-as nas telas – e nos quadris –, Butler se encarrega de entregar o melhor de si para o que será, de longe, um dos trabalhos mais importantes de sua vida.

    A grandiosidade de Luhrmann

    Cena de ElvisReprodução

    Conhecido pelo clássico musical Moulin Rouge - Amor em Vermelho e pela forma grandiosa com a qual contrói seus projetos nos cinemas, o cineasta não economiza na magnificência de cenários, figurinos, jogos de câmera e, claro, roteiro. Escrito por ele em parceria com o trio Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner, o texto se divide entre o Elvis que nós conhecemos e aquele que carregava os medos, as inseguranças e o amor incondicional pela família.

    Além disso, Elvis ainda tenta, de alguma forma, retratar o embranquecimento do gênero musical pelo qual o americano passou a ser criticado anos mais tarde quando acusado de se apropriar dos trejeitos e técnicas dos cantores negros de rock – e apagá-los – , incluindo o astro B.B. King.

    O outro lado

    Cena de 'Elvis'Reprodução

    Do outro lado da história temos Tom Hanks vivendo o impetuoso Coronel Tom Parker, agente de Elvis por mais de 20 anos. Propositalmente caricato, o veterano desperta as mais diferentes emoções no espectador ao narrar de maneira objetiva todos os acontecimentos vividos ao lado de seu cliente. Os já conhecidos conflitos que tinham um com o outro é que embalam as quase três horas de filme – e garantem uma abordagem com potencial para chocar quem está do outro lado da tela.

    Hanks é um daqueles atores que conseguem se moldar no que lhe é pedido e faz isso com grandeza em Elvis. Abordando a mente e o físico já comprometidos do empresário, o astro de Hollywood se entrega ao máximo para o lado egocêntrico e autoritário de um homem que via o músico como uma "galinha dos ovos de ouro". A conturbada relação de ambos garante momentos tensos, mas muito bem executados, dessa talentosa dupla de atores.

    Filme para se contemplar nas telonas

    Cena de Elvis (2022)Reprodução

    Embalado pelas clássicas canções de Elvis, incluindo "Suspicious Minds", "Can't Help Falling in Love" e "Trouble", o longa é uma experiência não apenas para os aficcionados pelo cantor, mas também para que um novo público seja apresentado ao lendário rei do rock. 

    Com atuações exemplares e uma direção potente, Elvis é uma cinebiografia à altura do sucesso do americano e nem mesmo sua longa duração é capaz de desanimar o espectador. E vale lembrar que será impossível não se emocionar e não se remexer na poltrona do cinema! 

    Veja também: