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    ENFIM VIÚVA

    Diretora de <em>Você é Tão Bonito</em> interpreta quarentona em busca de nova razão para viver<br />
    Por Celso Sabadin
    01/09/2010

    A atriz francesa Isabelle Mergault, que havia feito uma promissora estreia como diretora no sensível Você é Tão Bonito (2005), não conseguiu repetir o feito dois anos depois, ao dirigir Enfim Viúva, que chega agora ao circuito brasileiro, com três anos de atraso.

    A história fala de Ann-Marie (Michèle Laroque), esposa do cirurgião plástico Gilbert (Wladimir Yordanoff) e amante do construtor de barcos Léo (Jacques Gamblin). Ao saber da morte acidental do marido, Ann-Marie se sente aliviada, pois finalmente poderá se entregar totalmente a Léo, por quem é de fato apaixonada. Porém, antes de qualquer atitude, é preciso manter as aparências junto à família, que não sabe de sua traição.

    É exatamente sobre esta mórbida e incômoda situação que o filme tenta - sem sucesso - fazer humor. Os diálogos e as gags são demasiadamente fracos para provocar o riso, ao mesmo tempo em que nem roteiro nem direção conseguem encontrar o difícil tom de ironia e sarcasmo necessário às boas comédias de humor negro.

    Já nas últimas cenas, a diretora tenta repentinamente mudar o tom do filme de comédia para drama romântico, e passa a acertar um pouco mais na tentativa de sensibilizar a plateia. Mas já é tarde. Indefinido entre o cômico e o emotivo, Enfim Viúva não consegue bons resultados em nenhum destes gêneros.