Pôster de Ensaio Sobre a Cegueira

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

(Blindness)

2008 , 121 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 12/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Fernando Meirelles

    Equipe técnica

    Roteiro: Don McKellar, José Saramago

    Produção: Andréa Barata Ribeiro, Bel Berlinck, Niv Fichman, Sari Friedland, Sonoko Sakai

    Fotografia: César Charlone

    Trilha Sonora: Marco Antônio Guimarães

    Estúdio: 20th Century Fox Brazil, Alliance Films, Ancine, Asmik Ace Entertainment, Bee Vine Pictures, Cinema Investment, Corus Entertainment, GAGA, Mikado Film, Movie Central Network, O2 Filmes, Potboiler Productions, Rhombus Media, Téléfilm Canada

    Montador: Daniel Rezende

    Distribuidora: Fox Film do Brasil Ltda.

    Elenco

    Alice Braga, Antônio Fragoso, Ciça Meirelles, Danny Glover, Don McKellar, Eduardo Semerjian, Fabiana Guglielmetti, Gael García Bernal, Heraldo Firmino, Jason Bermingham, Joe Cobden, Joe Pingue, Julianne Moore, Lilian Blanc, Mark Ruffalo, Mitchell Nye, Mpho Koaho, Sandra Oh, Yoshino Kimura, Yusuke Iseya

  • Crítica

    12/09/2008 00h00

    Entra finalmente em cartaz um dos filmes mais comentados e esperados do ano: Ensaio Sobre a Cegueira, adaptação cinematográfica que Fernando Meirelles (Cidade de Deus) fez a partir do livro de José Saramago que muitos julgavam "infilmável". Não era. Não só o filme foi aprovado pelo autor do livro, como o resultado final é dos mais intrigantes.

    O clima é de fim de mundo, de hecatombe, seguindo aproximadamente a linha de Filhos da Esperança (coincidentemente, também com Julianne Moore) ou mesmo Eu Sou a Lenda (coincidentemente, também com Alice Braga). Porém, Ensaio Sobre a Cegueira traz um enorme, gigantesco diferencial sobre os citados: ele não é uma mera ficção sobre o fim dos tempos, mas sim um tratado sobre a própria condição do ser humano.

    O pretexto para tais análises existenciais parte de uma inexplicável e aterradora epidemia de cegueira. De um segundo para outro, sem nenhum fator lógico, uma após as outras as pessoas perdem a visão, e passam a enxergar tudo branco, e não preto, como seria a cegueira convencional. Sem distinção de cor, sexo, idade ou classe social. A doença equaliza a todos. Não há mais ricos e pobres, negros ou brancos. Só cegos. Com a única - e também inexplicável - exceção da personagem de Julianne Moore, uma mulher sem nome. Aliás, nenhum personagem tem nome no filme, o que enfatiza ainda mais o caráter nivelador da epidemia.

    A cegueira deixa mais claras as personalidades dos envolvidos. O verdadeiro interior de cada um vem à tona, para o bem e para o mal. Em meio à ignorância sobre o acontecido, a sociedade tenta se reorganizar, agora sob novas e implacáveis regras. Camadas de poder se (re)estabelecem. As leituras e sub-leituras da situação são inúmeras e instigantes. Ensaio sobre a Cegueira é o bem-vindo cinema que faz pensar.

    Cinematograficamente, tudo é muito bem resolvido. Interpretações, roteiro, direção de arte que cria uma gigantesca cidade fantasma com várias tomadas realizadas na capital paulista e principalmente a fotografia esbranquiçada de César Charlone, que "cega" o espectador como os personagens da trama. Talvez haja um excesso de texto narrado, pecado menor para um grande filme.

    Co-produzido por Brasil, Japão e Canadá, Ensaio Sobre a Cegueira reúne elenco, produtores e técnicos internacionais. Um verdadeiro produto da inevitável globalização que atinge a todos. Como uma doença inexplicável.



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