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    ENTRANDO NUMA FRIA MAIOR AINDA

    Por Celso Sabadin
    20/01/2005

    Sabe quando a piada já acabou, mas a pessoa continua querendo contá-la? Essa é a sensação que se tem durante toda a projeção do filme Entrando Numa Fria Maior Ainda, continuação de Entrando Numa Fria que, diga-se de passagem, também não era nenhuma maravilha.

    No primeiro longa o personagem de Ben Stiller vai conhecer a família da sua noiva, gerando uma série de situações muito mais constrangedoras que divertidas. Nada especial. Mas, como a bilheteria foi grande, partiu-se para esta seqüência caça-níquel na qual, agora, os pais da noiva vão conhecer os pais do noivo, gerando outra série de situações ainda mais constrangedoras.

    Para quem entende como sinônimas as palavras "rir" e "constranger", o filme é um prato cheio. A maior parte das piadinhas é feita em cima de situações sexuais, o que gera um humor raso e pré-adolescente bem ao gosto do público norte-americano, que tornou o filme um super sucesso de bilheteria (mais de US$ 240 milhões arrecadados, acredita?). Sem ritmo e dirigido com mão pesada por Jay Roach (o mesmo da série Austin Powers), Entrando Numa Fria Maior Ainda é um desperdício de celulóide para os talentos de Dustin Hoffmann, Robert De Niro (também produtor do filme) e até de Barbra Streisand, retornando às telas após oito anos de ausência.

    Seu título em português provavelmente se refere a quem for assisti-lo.