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    ROTA DE FUGA

    Nostalgia e diversão marcam encontro de titãs
    Por Daniel Reininger
    10/10/2013

    Colocar na tela dois ícones dos filmes de ação dos anos 80 já é meio caminho andado para garantir boa diversão. Rota de Fuga faz exatamente isso e ainda traz bons diálogos e boa ambientação. Por isso, é perfeito para quem pretende curtir momentos bacanas sem pensar em absolutamente nada e ainda ser levado em uma viagem no tempo ao lado de Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger.

    Como já era de se esperar, os caras sabem parecer durões na tela e, de quebra, atuam muito bem juntos, como prisioneiros de uma instalação secreta. Stallone é Ray Breslin, especialista em segurança que ganha milhões para testar a eficiência de presídios dos Estados Unidos. Quando é traído e esquecido numa cela, sua única esperança é se aliar a Rottmayer (Schwarzenegger), braço direito de um chefão do crime internacional.

    Os minutos iniciais apresentam uma fuga inexplicável. Nesse momento, a impressão é de que a produção vai sofrer com o mesmo problema de Truque De Mestre, com planos mirabolantes e sem lógica. Entretanto, quando os acontecimentos são explicados pelo protagonista ao diretor da prisão, para ajudá-lo a melhorar a segurança do local, fica evidente a atenção aos detalhes e mal podemos esperar pela próxima escapada.

    Enquanto isso não acontece, os protagonistas passam a se conhecer melhor e a enfrentar os perigos da prisão secreta. O local é opressivo, nenhum prisioneiro tem privacidade ou direito de ver o céu e o diretor do presídio (Jim Caviezel) não dá a mínima para os direitos humanos. Nada se compara às solitárias – esses sim lugares terríveis e claustrofóbicos até para quem está sentado na poltrona do cinema.

    Curiosamente, Rota de Fuga lembra bastante Daylight. Em ambos, Stallone é um especialista metido em situação de risco e obrigado a procurar uma maneira de chegar à superfície (ou no caso, a saída) para sobreviver, mesmo com tudo conspirando contra ele. O estilo de personagem também é muito parecido, um cara sério e focado, que contrasta com o jeito expansivo de Rottmayer.

    Claro que, eventualmente, os espectadores são subestimados e tudo é minuciosamente explicado, por mais que as coisas já tenham sido mostradas em detalhes. Alguns furos de roteiro também estão presentes, mas não são suficientes para acabar com a diversão, afinal, Rota de Fuga é puro entretenimento despreocupado.

    O filme se sustenta em seus protagonistas, cujo carisma torna a produção mais interessante. Quem passou bons momentos assistindo a Stallone e Schwarzenegger nos anos 80 e 90, tem tudo para gostar. E graças à produção caprichada, medida certa de humor, tensão e pancadaria, o longa deve agradar até mesmo os pouco nostálgicos.